Um paciente de 20 anos vem à emergência devido à cefaleia associada à febre alta e rigidez de nuca. Tomografia de crânio com contraste não evidencia alterações e exame de líquor apresenta: Leucócitos 120 cel/campo (98% neutrófilos, 2% linfócitos), Hemácias 1 cel/campo, Proteína 38 mg/dl, e glicose 38 mg/dl (HGT realizado na hora da punção 110 mg/dl). O quadro é compatível com:
- A)Meningite Viral.
Errada, porque meningite viral costuma ter predomínio linfocitário no líquor e glicose normal ou pouco alterada.
- B)Meningite Bacteriana.
Certa, pois o líquor com neutrófilos predominantes e glicose reduzida em relação à glicemia é típico de meningite bacteriana.
- C)Meningite por Tuberculose.
Errada, porque meningite tuberculosa geralmente tem predomínio de linfócitos, proteína mais elevada e evolução mais subaguda.
- D)Toxoplasmose cerebral.
Errada, pois toxoplasmose cerebral não explica esse líquor e costuma ocorrer em contexto de imunossupressão, com lesões focais no SNC.
- E)Hemorragia Subaracnoide.
Errada, porque hemorragia subaracnoide costuma mostrar hemácias no líquor e xantocromia, o que não aparece aqui.
Gabarito: B
O quadro clínico de meningite aguda costuma vir com cefaleia, febre alta e rigidez de nuca, e o líquor ajuda muito a separar as causas. Aqui, o líquor mostra pleocitose com predomínio de neutrófilos, além de glicose baixa em relação à glicemia, o que aponta para processo infeccioso bacteriano. Em meningite viral, em geral, o predomínio é de linfócitos e a glicose costuma ficar normal. Na bacteriana, o corpo entra em modo de alerta máximo, e os neutrófilos dominam a cena sem cerimônia.