Na via de acesso ao quadril de Smith-Petersen, o nervo que deve ser identificado e protegido é o:
- A)Femoral.
Errada, porque o nervo femoral está na região inguinal e profunda, não sendo o principal nervo a ser protegido nessa via de acesso.
- B)Glúteo superior.
Errada, pois o nervo glúteo superior relaciona-se com a região glútea e não com a abordagem anterior de Smith-Petersen.
- C)Cutâneo posterior da coxa.
Errada, porque o nervo cutâneo posterior da coxa é posterior e não é o nervo em risco típico dessa via anterior ao quadril.
- D)Ramo cutâneo lateral do nervo subcostal.
Errada, já que o ramo cutâneo lateral do nervo subcostal não tem relação anatômica com essa abordagem cirúrgica do quadril.
- E)Cutâneo femoral lateral.
Certa, porque o nervo cutâneo femoral lateral passa próximo ao trajeto da via de Smith-Petersen e deve ser identificado e protegido.
Gabarito: E
A via de acesso anterior ao quadril descrita por Smith-Petersen passa entre planos musculares e precisa de atenção especial ao nervo cutâneo lateral da coxa, que também aparece como nervo cutâneo femoral lateral. Ele costuma cruzar a região próxima à espinha ilíaca ântero-superior e ao sartório, ficando bem exposto nessa abordagem. Se ele for tracionado ou lesionado, pode ocorrer parestesia ou dor em face ântero-lateral da coxa, quadro conhecido como meralgia parestésica. Na prática, o ponto-chave da técnica é identificar e proteger esse nervo durante a dissecção superficial da via anterior. É exatamente por isso que a banca aponta a alternativa E: ela nomeia o nervo que realmente está em risco nesse acesso. Os outros nervos citados nas alternativas pertencem a outras regiões anatômicas e não são o foco da via de Smith-Petersen. Em prova, o raciocínio é sempre o mesmo: se a abordagem é anterior e na vizinhança da EIAS, pense no nervo cutâneo lateral da coxa primeiro. É aquele clássico detalhe anatômico que adora aparecer para testar quem decorou a via sem visualizar o trajeto.