Faz parte das medidas para prevenção ou manejo de incêndio em procedimentos otorrinológicos de via aérea:
- A)A concentração de oxigênio deve ser mantida entre 60-80% para reduzir o risco de incêndio.
Errada: manter oxigênio entre 60% e 80% aumenta, e não reduz, o risco de incêndio em via aérea.
- B)Optar por oxido nitroso ao invés de ar comprimido na ventilação.
Errada: o óxido nitroso favorece combustão, então não é a melhor opção para reduzir risco de incêndio.
- C)Insuflar o balonete do tubo orotraqueal com salina.
Certa: o balonete do tubo orotraqueal com salina ajuda a diminuir o risco de ignição e a conter dano em caso de fogo.
- D)Alterar imediatamente a concentração de oxigênio fornecida para 30% no caso de incêndio.
Errada: em incêndio, a conduta é reduzir imediatamente o oxigênio ao mínimo necessário, e não simplesmente fixar 30% sem contexto.
- E)Não fazer uso de salina para instilação na região acometida.
Errada: a salina pode ser usada na contenção do fogo; negar seu uso vai contra a medida de segurança esperada.
Gabarito: C
Em procedimentos otorrinolaringológicos de via aérea, o risco de incêndio é real porque você junta três elementos perigosos: fonte de ignição, combustível e oxidante. O combustível pode ser o tubo, o campo cirúrgico e até o oxigênio acumulado no local. Por isso, a prevenção gira em torno de reduzir a concentração de oxigênio, evitar gases que aumentem a combustão e usar medidas de contenção adequadas. Em caso de fogo, a resposta precisa ser imediata e coordenada, com interrupção do agente oxidante e controle da chama. A alternativa correta é a que orienta insuflar o balonete do tubo orotraqueal com salina. A lógica é simples e muito cobrada: se houver aquecimento ou faísca, a solução salina ajuda a reduzir a chance de o cuff pegar fogo e ainda pode conter o dano, diferentemente do ar, que não oferece essa proteção. Em cirurgias de via aérea, detalhes assim fazem toda a diferença, porque o ambiente é extremamente suscetível à combustão. Vale lembrar que, em geral, a prevenção inclui usar a menor fração inspirada de oxigênio possível e evitar o óxido nitroso quando não for necessário, porque ele também favorece incêndio. Se houver ignição, a prioridade é interromper o fluxo de gases oxidantes e agir rapidamente sobre o foco. Não é o tipo de prova que perdoa improviso: aqui, segurança de via aérea e controle de fogo caminham juntos.