Um paciente de 30 anos de idade apresenta edema de lábios, língua e face, dificuldade para respirar, coceira e urticária após a ingestão de camarão. Qual das alternativas a seguir é o tratamento de escolha para essa condição?
- A)Hidrocortisona.
Hidrocortisona pode ser usada como adjuvante, mas tem efeito lento e não é o tratamento de escolha na anafilaxia.
- B)Epinefrina.
Epinefrina é a primeira linha na anafilaxia porque reverte rapidamente broncoespasmo, edema e instabilidade hemodinâmica.
- C)Dipirona.
Dipirona não trata reação alérgica grave e ainda pode ser um fármaco problemático em pacientes com hipersensibilidade.
- D)Anti-histamínicos.
Anti-histamínicos ajudam em sintomas cutâneos leves, mas não resolvem a emergência respiratória da anafilaxia.
- E)Antibióticos.
Antibióticos não têm papel em reação alérgica aguda por alimento e não tratam anafilaxia.
Gabarito: B
O quadro descrito é típico de anafilaxia: reação alérgica aguda, rápida e potencialmente fatal, com urticária, edema de lábios e língua, falta de ar e prurido logo após o contato com o alimento desencadeante. Nesse cenário, o problema não é apenas uma "alergia simples" de pele; há comprometimento respiratório e risco de choque, então o tratamento precisa ser imediato. A medida de escolha é a epinefrina, de preferência por via intramuscular na face ântero-lateral da coxa. Ela atua rapidamente revertendo broncoespasmo, vasodilatação e edema de via aérea, que são justamente os vilões da anafilaxia. É o remédio que salva tempo e, em anafilaxia, tempo é oxigênio. Antihistamínicos e corticosteroides podem até entrar como coadjuvantes, mas não substituem a epinefrina. Eles têm início de ação mais lento e não resolvem a obstrução de via aérea nem o risco hemodinâmico com a mesma eficiência. Por isso, se a prova fala em anafilaxia com sintomas respiratórios, a escolha certa costuma ser direta. Em resumo: paciente após camarão, com edema de face/língua, dispneia e urticária, é anafilaxia até prova em contrário. O gabarito B está correto porque a epinefrina é o tratamento de primeira linha, recomendado nas diretrizes clínicas de anafilaxia. Depois dela, aí sim entram suporte, observação e tratamentos adjuvantes.