Assinale a alternativa correta referente a leishmaniose:
- A)É uma zoonose mais comum ao macaco e ao homem.
Errada, porque a leishmaniose é uma zoonose com vários reservatórios animais e não apenas macaco e homem.
- B)A maioria dos casos de leishmaniose cutânea humana são autolimitados, ocasionando uma subnotificação.
Certa, pois muitos casos de leishmaniose cutânea humana podem ser autolimitados, o que favorece subnotificação.
- C)Não existem vacinas específicas.
Certa, porque não há vacina específica amplamente disponível para prevenção da leishmaniose humana.
- D)Taxa de cura de 100%.
Errada, porque a leishmaniose não tem taxa de cura de 100% e pode haver falha terapêutica ou recorrência.
Gabarito: B
Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito-palha. No Brasil, ela pode aparecer em forma cutânea, mucocutânea ou visceral, e o comportamento clínico varia bastante conforme a espécie envolvida e a resposta do hospedeiro. Por isso, não dá para tratar a leishmaniose como uma doença com uma única “cara”. Na leishmaniose cutânea humana, muitas lesões podem regredir espontaneamente, isto é, o próprio organismo consegue controlar parte dos casos ao longo do tempo. Isso faz com que alguns pacientes não procurem atendimento ou não sejam notificados, contribuindo para subnotificação. É exatamente por isso que a alternativa B está correta: ela descreve um fenômeno frequente na prática e compatível com a epidemiologia da doença. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos. A doença tem reservatórios animais variados, não sendo correto restringi-la a macacos e humanos. Também não existe vacina amplamente utilizada e disponível para uso humano contra leishmaniose, o que reforça a necessidade de prevenção e controle vetorial. E, claro, cura de 100% é promessa de comercial de milagre, não de prova de Medicina. Em provas, vale lembrar: a leishmaniose cutânea pode ser autolimitada em muitos casos, mas isso não significa que seja sempre benigna ou que dispense diagnóstico e acompanhamento. Algumas formas evoluem com lesões extensas, recidivas ou acometimento mucoso, então a avaliação clínica continua sendo essencial.