Em relação ao tratamento não farmacológico da hipertensão arterial, das intervenções abaixo, assinale a que apresenta maior potencial de redução da pressão arterial em pacientes com hipertensão sistólica.
- A)Aumento da ingestão diária de potássio.
O aumento de potássio pode ajudar a reduzir a pressão, mas isoladamente costuma ter efeito menor do que uma estratégia alimentar completa como a DASH.
- B)Redução da ingestão diária de sódio.
Reduzir sódio é uma medida importante e eficaz, mas aqui não é a que oferece o maior potencial de queda pressórica entre as alternativas.
- C)Realização de 90 a 150 minutos por semana de exercícios dinâmicos isométricos.
Exercícios isométricos não são a melhor opção aqui, e a redação da alternativa também é inadequada, porque o benefício clássico é maior com exercício aeróbico regular.
- D)Consumo moderado de álcool.
O consumo moderado de álcool não é estratégia para reduzir pressão arterial; em excesso, piora a hipertensão, e mesmo o uso moderado não supera medidas dietéticas bem estruturadas.
- E)Adesão à dieta DASH, rica em frutas, vegetais, cereais integrais e produtos lácteos com baixo teor de gordura.
A dieta DASH é uma das intervenções não farmacológicas com melhor evidência para redução da pressão arterial, especialmente por seu efeito global sobre a alimentação e sobre a pressão sistólica.
Gabarito: E
No tratamento não farmacológico da hipertensão arterial, a ideia é escolher medidas que realmente mexem na pressão de forma consistente, e não apenas no “estilo de vida saudável” em geral. Em hipertensão sistólica, a dieta costuma ter um impacto relevante, principalmente quando reduz o consumo de sódio e melhora o padrão alimentar como um todo. A intervenção com maior potencial de redução da pressão arterial, entre as listadas, é a dieta DASH. Ela combina alto consumo de frutas, vegetais, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura, além de favorecer menor ingestão de gorduras saturadas e maior aporte de minerais como potássio, magnésio e cálcio. Na prática, esse conjunto costuma produzir uma queda pressórica mais robusta do que medidas isoladas. A redução de sódio também ajuda muito, especialmente em pacientes sensíveis ao sal, mas a dieta DASH costuma ganhar porque não atua em um único eixo: ela melhora o perfil global da alimentação e potencializa o efeito hipotensor. É por isso que as diretrizes de hipertensão, como as recomendações da Diretriz Brasileira de Hipertensão e diretrizes internacionais, colocam a DASH entre as estratégias mais eficazes de mudança de estilo de vida. Então, quando a banca pergunta qual intervenção tem maior potencial de reduzir a pressão arterial em hipertensão sistólica, pense na dieta mais completa e com melhor evidência de queda pressórica. A resposta é a estratégia alimentar DASH, que não faz milagre, mas costuma ser a campeã entre as medidas não farmacológicas.