A dosagem da atividade da adenosina deaminase (ADA) no líquido pleural é útil para o diagnóstico da seguinte doença:
- A)bronquite crônica.
Errada, porque bronquite crônica não é indicação clássica de ADA no líquido pleural, já que não é causa típica de derrame pleural linfocitário com esse marcador elevado.
- B)pancreatite com derrame pleural.
Errada, porque pancreatite pode causar derrame pleural, mas a ADA no líquido pleural não é o exame característico para esse diagnóstico.
- C)insuficiência cardíaca.
Errada, porque insuficiência cardíaca costuma causar derrame pleural transudativo, e não há utilidade típica da ADA para esse quadro.
- D)tuberculose pleural.
Certa, porque a ADA no líquido pleural é um marcador clássico de tuberculose pleural, sobretudo em derrame exsudativo com predomínio linfocitário.
- E)asma brônquica.
Errada, porque asma é doença de vias aéreas e não costuma cursar com derrame pleural em que a ADA tenha valor diagnóstico.
Gabarito: D
A adenosina deaminase (ADA) é uma enzima ligada à resposta imune celular, especialmente à atividade de linfócitos T. Por isso, quando ela aparece elevada no líquido pleural, isso sugere um processo inflamatório com predomínio de imunidade celular, e o clássico que a banca adora cobrar é a tuberculose pleural. É um daqueles exames que não servem para tudo, mas em contexto certo ajudam bastante a “apontar o dedo” para a causa mais provável. Na prática, a dosagem de ADA no derrame pleural é útil principalmente quando se suspeita de tuberculose, sobretudo em pacientes com líquido pleural exsudativo e linfocitário. O raciocínio é simples: a tuberculose estimula forte resposta de linfócitos T, o que eleva a atividade da enzima no líquido. Isso faz da ADA um marcador muito lembrado em provas e também bastante usado como apoio diagnóstico, embora não substitua cultura, baciloscopia, PCR ou biópsia quando necessários. O gabarito D está correto porque a tuberculose pleural é a condição clássica associada ao aumento da ADA no líquido pleural. Em geral, o exame ganha ainda mais valor em cenários de alta suspeita clínica, em que o líquido é exsudativo, com predomínio linfocitário, e não há uma causa mais óbvia para o derrame. As demais alternativas costumam confundir porque são causas de sintomas respiratórios ou derrames pleurais, mas não têm a ADA como marcador útil. Então, se a banca cita ADA no líquido pleural, pense primeiro em tuberculose pleural: é o atalho favorito dela.