A encefalopatia é umas das mais temidas complicações das hepatopatias avançadas. No caso das hepatites agudas, a encefalopatia costuma estar relacionada a
- A)edema cerebral.
Certa: nas hepatites agudas graves, a encefalopatia se associa principalmente a edema cerebral.
- B)neurotoxinas intestinais.
Errada: neurotoxinas intestinais, como amônia, são mais lembradas na encefalopatia das hepatopatias crônicas.
- C)causa infecciosa.
Errada: infecção pode precipitar encefalopatia em cirróticos, mas não é o mecanismo típico pedido aqui.
- D)ingesta excessiva de proteínas.
Errada: ingesta excessiva de proteínas pode piorar encefalopatia em pacientes predispostos, mas não explica o quadro das hepatites agudas.
- E)acidose metabólica.
Errada: acidose metabólica não é a associação clássica da encefalopatia nas hepatites agudas.
Gabarito: A
A encefalopatia hepática é uma complicação clássica das hepatopatias graves, e o mecanismo muda um pouco conforme o quadro é agudo ou crônico. Nas hepatites agudas graves, o problema central costuma ser a falência hepática rápida, com acúmulo de substâncias tóxicas e inflamação, levando principalmente a edema cerebral. Isso é o que torna o quadro tão temido: o cérebro incha e a evolução pode ser fulminante. Já nas hepatopatias crônicas, a história costuma envolver mais a passagem de toxinas intestinais, especialmente amônia, que não são devidamente metabolizadas pelo fígado. Ou seja, em doença aguda o cérebro sofre mais com edema; em doença crônica, o destaque vai para a intoxicação metabólica. A banca adora trocar uma coisa pela outra para ver se você escorrega no detalhe. Por isso, no caso das hepatites agudas, a encefalopatia costuma estar relacionada ao edema cerebral. Esse é o ponto-chave da questão e a razão do gabarito A. Em provas, a ideia central é lembrar que o quadro agudo grave não se comporta como a encefalopatia da cirrose descompensada, que é mais ligada à amônia e outras neurotoxinas intestinais.