A vigabatrina tem como uma de suas indicações a síndrome de West. Ao indicarmos esse fármaco, devemos levar em conta que o seu uso prolongado pode determinar o aparecimento do seguinte efeito colateral, grave e irreversível:
- A)linfopenia.
Errada: linfopenia não é o efeito adverso clássico da vigabatrina.
- B)eosinofilia.
Errada: eosinofilia não é uma toxicidade típica desse fármaco.
- C)perda ponderal.
Errada: perda ponderal não é o evento grave e irreversível cobrado para a vigabatrina.
- D)leucopenia.
Errada: leucopenia não é o principal efeito colateral associado ao uso prolongado da vigabatrina.
- E)comprometimento dos fotorreceptores retinianos.
Certa: a vigabatrina pode causar toxicidade retiniana com comprometimento dos fotorreceptores, efeito grave e potencialmente irreversível.
Gabarito: E
A vigabatrina é um anticonvulsivante usado em situações bem específicas, como a síndrome de West e alguns casos de epilepsia refratária. O ponto-chave da prova é lembrar que ela aumenta o GABA ao inibir de forma irreversível a GABA-transaminase, mas isso vem com um preço importante: toxicidade ocular. O efeito colateral clássico e mais cobrado do uso prolongado é a lesão da retina, com redução do campo visual por comprometimento dos fotorreceptores. Em outras palavras, o paciente pode evoluir com perda visual que pode ser grave e, em muitos casos, irreversível. Por isso, quando a vigabatrina é indicada, o acompanhamento oftalmológico entra na jogada desde cedo. Na prática de concurso, a banca gosta de trocar esse evento ocular por alterações hematológicas ou efeitos gerais inespecíficos, mas isso não é o padrão da vigabatrina. O que realmente merece atenção é a toxicidade retiniana, que é a associação mais característica e de maior peso clínico. Então, o gabarito está correto porque o uso prolongado da vigabatrina pode causar comprometimento dos fotorreceptores retinianos, com risco de dano visual permanente. É aquele tipo de efeito adverso que faz o médico pensar duas vezes antes de prescrever e acompanhar de perto.