O marcador molecular que está mais associado à progressão de gliomas de grau II para grau IV, entre os citados, é
- A)o IDH1 mutante.
Errada: a mutação em IDH1 costuma se associar a melhor prognóstico e a gliomas menos agressivos, não à progressão para grau IV.
- B)a amplificação do gene BDNF.
Errada: amplificação de BDNF não é o marcador clássico cobrado para a progressão de gliomas nessa direção.
- C)o IDH selvagem.
Errada: IDH selvagem costuma indicar pior prognóstico em gliomas, mas a associação mais direta com progressão agressiva nesta questão é outra.
- D)a mutação na Ki-67.
Errada: Ki-67 é um índice de proliferação tumoral, mas a formulação "mutação na Ki-67" não é o marcador típico de prova para essa progressão.
- E)o aumento da expressão de VEGF.
Certa: o aumento de VEGF favorece angiogênese e está ligado ao avanço do glioma para formas mais agressivas, como o grau IV.
Gabarito: E
Nos gliomas, a ideia central é simples: quanto mais o tumor ganha capacidade de crescer, invadir e recrutar vasos, mais agressivo ele fica. Em geral, os tumores de grau mais alto precisam de mais suporte vascular para sustentar a proliferação celular e evitar a hipóxia. É por isso que marcadores ligados à angiogênese costumam aparecer associados à progressão tumoral. O VEGF, ou fator de crescimento endotelial vascular, é justamente um dos principais estimuladores da formação de novos vasos. Quando sua expressão aumenta, o glioma consegue criar uma rede vascular mais eficiente, o que favorece crescimento acelerado, necrose e transição para um comportamento mais maligno. Em termos práticos, isso conversa muito com a evolução de lesões de menor grau para glioblastoma, que é o grau IV. As mutações em IDH, por outro lado, costumam estar relacionadas a melhor prognóstico e a gliomas de comportamento menos agressivo. Já Ki-67 é um marcador de proliferação, mas a alternativa fala em "mutação" na Ki-67, o que não é a forma clássica de cobrança. BDNF não é o marcador lembrado como eixo principal dessa progressão em prova. Então, a lógica da questão é a seguinte: entre os citados, o aumento da expressão de VEGF é o que mais se associa à progressão de gliomas de grau II para grau IV, por refletir maior angiogênese e agressividade tumoral.