A hidroxicloroquina é uma das principais drogas usadas no tratamento do Lúpus Eritematoso. No entanto, um número razoável de pacientes não responde ao tratamento com esse medicamento por
- A)serem alcoolistas.
Errada, alcoolismo não é a causa clássica de falha terapêutica da hidroxicloroquina no lúpus.
- B)serem fumantes.
Certa, o tabagismo está associado a menor resposta à hidroxicloroquina em pacientes com lúpus.
- C)serem idosos.
Errada, idade avançada não é o fator típico cobrado para explicar ausência de resposta ao medicamento.
- D)fazerem muita atividade física.
Errada, atividade física não reduz a eficácia da hidroxicloroquina.
- E)serem sedentários.
Errada, sedentarismo não é a explicação clássica para não resposta à hidroxicloroquina no lúpus.
Gabarito: B
A hidroxicloroquina é um dos pilares do tratamento do lúpus eritematoso sistêmico, porque ajuda a controlar atividade da doença, reduzir crises e até diminuir risco de dano acumulado. Ela é muito usada justamente por ter bom perfil de segurança e efeito de manutenção, mas isso não significa que todo paciente vai responder do mesmo jeito. Em medicina, o resultado do remédio depende não só da doença, mas também de fatores do paciente e do comportamento dele no dia a dia. Um fator bem conhecido que piora a resposta à hidroxicloroquina é o tabagismo. Quem fuma tende a ter menor resposta clínica ao medicamento, além de maior atividade inflamatória e pior controle do lúpus. A explicação envolve alterações farmacológicas e imunológicas associadas ao cigarro, que atrapalham o efeito do fármaco e deixam a doença mais teimosa. Ou seja: o cigarro não atrapalha só o pulmão, ele também bagunça o tratamento reumatológico. Por isso, a alternativa B está correta. Em provas, a banca gosta de cobrar esse detalhe clássico: paciente com lúpus e tabagismo pode ter menor eficácia da hidroxicloroquina. Não é uma associação aleatória, mas um achado bem descrito na prática clínica e na literatura sobre lúpus. Resumo para guardar: hidroxicloroquina é base no lúpus, mas fumar reduz sua resposta. Se a questão falar em paciente que não melhora como esperado, pense primeiro em adesão, dose adequada, peso, e no velho vilão do tabaco.