Menina de 8 anos de idade sofreu queda da própria altura. Em decorrência, apresentou dor e edema no cotovelo direito com incapacidade funcional do mesmo. Exames por imagens evidenciaram fratura supracondiliana do úmero, com a cortical posterior intacta sem deslocamento rotacional. Segundo a classificação de Gartland modificada, trata-se de uma fratura do tipo
- A)I.
Errada, porque a fratura tipo I não tem desvio significativo, mas aqui há deslocamento com cortical posterior preservada.
- B)II A.
Certa, porque há deslocamento com cortical posterior intacta e sem rotação, quadro típico da fratura tipo II A.
- C)II B.
Errada, porque o tipo II B exige deslocamento com componente rotacional, que não foi descrito no enunciado.
- D)III.
Errada, porque o tipo III é completamente deslocado, sem contato cortical posterior.
- E)IV.
Errada, porque o tipo IV é instável multidirecionalmente e não é definido apenas por pequena preservação cortical.
Gabarito: B
A fratura supracondiliana do úmero é uma das fraturas mais comuns no cotovelo da criança, especialmente após queda com o braço estendido. Na classificação de Gartland modificada, o ponto principal é observar o grau de desvio e se a cortical posterior continua intacta. Isso ajuda a diferenciar fraturas estáveis, moderadamente deslocadas e totalmente deslocadas. No tipo I, não há desvio relevante. No tipo II, existe deslocamento, mas ainda sobra contato cortical posterior. Esse tipo foi refinado em II A e II B. No II A, há deslocamento sem rotação nem instabilidade rotacional. No II B, além do desvio, há rotação. Já o tipo III é completamente deslocado, sem contato cortical, e o tipo IV é instável nos dois sentidos, algo que a imagem ou o exame sob anestesia pode revelar. Na questão, a criança tem fratura supracondiliana com cortical posterior intacta e sem deslocamento rotacional. Isso encaixa exatamente no tipo II A. Em provas, a banca costuma trocar o “cortical posterior intacta” por “sem desvio” para confundir com tipo I, então vale lembrar: se ainda existe deslocamento, mas há contato posterior, pense em tipo II. Resumo prático: tipo I = sem desvio; tipo II A = deslocado, sem rotação; tipo II B = deslocado com rotação; tipo III = totalmente deslocado; tipo IV = instável em flexão e extensão. Aqui, o detalhe que mata a questão é a ausência de rotação, que fecha o diagnóstico em II A.