Paciente feminina, 65 anos, com diagnóstico de carcinoma invasor de mama, sem outras especificações. A pesquisa imuno-histoquímica demostrou receptor de estrogênio (RE) positivo, receptor de progesterona (RP) negativo, Her2neu/cerbB2 +3 e Ki67 de 25%. Com a expressão desses marcadores imuno-histoquímicos, na classificação molecular, essa neoplasia é classificada como
- A)HER2 positivo.
Errada, porque HER2 positivo sozinho não define o subtipo quando o RE é positivo; nesse cenário, o tumor entra no grupo luminal, geralmente luminal B.
- B)Luminal A.
Errada, porque luminal A exige perfil mais indolente, com HER2 negativo e Ki-67 baixo, o que não ocorre aqui.
- C)Luminal B.
Certa, porque o tumor é RE positivo, tem HER2 3+ e Ki-67 de 25%, perfil compatível com luminal B.
- D)Luminal A e B.
Errada, porque não existe essa classificação como subtipo único na sistemática usada em prova; a neoplasia se enquadra melhor em um único grupo molecular.
- E)Triplo negativo.
Errada, porque triplo negativo exige ausência de RE, RP e HER2, e aqui há RE positivo e HER2 positivo.
Gabarito: C
Na prática, a classificação molecular do câncer de mama muitas vezes é feita por imuno-histoquímica, usando RE, RP, HER2 e Ki-67 como “atalhos” para o perfil biológico do tumor. Isso ajuda a separar os grandes grupos: luminal A, luminal B, HER2-enriquecido e triplo negativo. Aqui, o ponto-chave é que há receptor hormonal positivo (RE+) e superexpressão de HER2 (3+), com Ki-67 de 25%, ou seja, um tumor mais proliferativo do que o luminal A costuma ser. O luminal A costuma ser RE positivo, HER2 negativo, com Ki-67 baixo e, em geral, RP também positivo. Já o luminal B aparece quando o tumor é hormonal-positivo, mas tem comportamento mais agressivo, seja por Ki-67 mais alto, seja por HER2 positivo, ou ambos. É exatamente o caso da questão: RE+, RP-, HER2 3+ e Ki-67 de 25% apontam para luminal B. Se você quiser uma regra prática para prova: RE positivo puxa para o grupo luminal; HER2 3+ e Ki-67 elevado empurram para o subtipo B, não para o A. O triplo negativo fica fora porque depende de ausência de RE, RP e HER2. Essa lógica é a mais cobrada em patologia clínica e oncologia mamária nas provas. Por isso, o gabarito é a letra C. A combinação de receptor hormonal positivo com HER2 superexpresso e índice proliferativo moderadamente alto caracteriza neoplasia luminal B.