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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente com 29 semanas tem diagnóstico de placenta prévia. Foi solicitada ultrassonografia para verificar sinais compatíveis com o espectro de placenta acreta. São sinais sugestivos de acretismo:

Gabarito: A

Placenta prévia já acende a luz amarela para o espectro de placenta acreta, principalmente quando a placenta fica baixa e há fator de risco associado, como cicatriz uterina. Na ultrassonografia, o que se procura são sinais de invasão anormal da placenta no miométrio, e não apenas a localização dela. Esses sinais podem aparecer como lacunas vasculares irregulares, aumento da vascularização na interface placenta-útero e perda do plano de clivagem normal. No espectro de acretismo, a ideia central é simples: a placenta “gruda demais” na parede uterina. Por isso, a imagem costuma mostrar lagos placentários grandes e irregulares, com fluxo turbulento, além de vasos que parecem exageradamente numerosos e tortuosos na região retroplacentária. Isso é bem típico e muito cobrado em prova. O gabarito está na alternativa A porque ela descreve justamente dois achados sugerentes de acretismo: aumento da vascularização retroplacentária e lagos placentários com fluxo turbulento. Esses achados refletem invasão anômala e desorganização da interface útero-placentária, que são a base do diagnóstico ultrassonográfico do espectro de placenta acreta. Em termos práticos, a ultrassonografia é o exame de primeira linha para suspeita de acretismo placentário, e a ressonância pode entrar como complemento em casos selecionados. Não existe “regra de ouro” única no enunciado, mas o raciocínio é sempre o mesmo: placenta prévia + sinais de interface alterada = pensar forte em acretismo.

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