Paciente com 29 semanas tem diagnóstico de placenta prévia. Foi solicitada ultrassonografia para verificar sinais compatíveis com o espectro de placenta acreta. São sinais sugestivos de acretismo:
- A)aumento da vascularização retroplacentária e lagos placentários com fluxo turbulento.
Certa, porque aumento da vascularização retroplacentária e lagos placentários com fluxo turbulento são achados clássicos sugestivos de placenta acreta.
- B)perda do espaço claro retroplacentário e placentação posterior.
Errada, porque a perda do espaço claro retroplacentário é sugestiva, mas placentação posterior não é sinal de acretismo.
- C)protrusão da placenta para dentro da bexiga e aumento da resistência nas artérias uterinas.
Errada, porque protrusão da placenta para a bexiga sugere invasão muito avançada, mas aumento da resistência nas artérias uterinas não é achado típico do diagnóstico.
- D)hematoma retroplacentário e irregularidades na interface entre útero e bexiga.
Errada, porque hematoma retroplacentário aponta mais para descolamento prematuro de placenta, não para acretismo.
- E)adelgaçamento do miométrio retroplacentário e espessamento placentário.
Errada, porque adelgaçamento do miométrio pode aparecer no acretismo, mas espessamento placentário não é um sinal clássico e não fecha o quadro sozinho.
Gabarito: A
Placenta prévia já acende a luz amarela para o espectro de placenta acreta, principalmente quando a placenta fica baixa e há fator de risco associado, como cicatriz uterina. Na ultrassonografia, o que se procura são sinais de invasão anormal da placenta no miométrio, e não apenas a localização dela. Esses sinais podem aparecer como lacunas vasculares irregulares, aumento da vascularização na interface placenta-útero e perda do plano de clivagem normal. No espectro de acretismo, a ideia central é simples: a placenta “gruda demais” na parede uterina. Por isso, a imagem costuma mostrar lagos placentários grandes e irregulares, com fluxo turbulento, além de vasos que parecem exageradamente numerosos e tortuosos na região retroplacentária. Isso é bem típico e muito cobrado em prova. O gabarito está na alternativa A porque ela descreve justamente dois achados sugerentes de acretismo: aumento da vascularização retroplacentária e lagos placentários com fluxo turbulento. Esses achados refletem invasão anômala e desorganização da interface útero-placentária, que são a base do diagnóstico ultrassonográfico do espectro de placenta acreta. Em termos práticos, a ultrassonografia é o exame de primeira linha para suspeita de acretismo placentário, e a ressonância pode entrar como complemento em casos selecionados. Não existe “regra de ouro” única no enunciado, mas o raciocínio é sempre o mesmo: placenta prévia + sinais de interface alterada = pensar forte em acretismo.