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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Ao realizar a ultrassonografia morfológica de 1º trimestre, é constatado que essa paciente tem alto risco de desenvolver préeclâmpsia ao longo da gestação. Diante dessa situação, a melhor orientação para ela é:

Gabarito: E

Na pré-eclâmpsia, a ideia não é sair prescrevendo remédio para todo mundo, nem entrar no modo “repouso absoluto e vida em suspensão”. O ponto principal é identificar quem tem maior risco ainda no 1º trimestre e fazer profilaxia correta. Entre as medidas com melhor evidência, o uso de ácido acetilsalicílico em baixa dose é a principal estratégia preventiva para gestantes de alto risco. Por isso, quando a ultrassonografia morfológica do 1º trimestre sugere alto risco de pré-eclâmpsia, a conduta orientada é iniciar AAS antes da 16ª semana, idealmente entre 12 e 16 semanas, porque o benefício é maior quando a intervenção começa cedo. A lógica é reduzir a chance de alteração placentária e, com isso, diminuir a incidência da doença e suas complicações. As recomendações de sociedades como a FEBRASGO e protocolos obstétricos amplamente usados no Brasil apontam o AAS em baixa dose para gestantes com alto risco, especialmente quando iniciado precocemente. Em geral, ele é mantido até perto do final da gestação, conforme o protocolo adotado pelo serviço. Então, quando a banca fala em alto risco de pré-eclâmpsia no 1º trimestre, pense em prevenção baseada em evidência, não em medidas intuitivas que parecem “cuidadosas”, mas não mudam desfecho. Aqui, o detalhe da idade gestacional é decisivo: antes da 16ª semana é a janela mais útil.

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