O Diabete Melito (DM) pode ser definido como um conjunto de alterações metabólicas caracterizada por níveis sustentadamente elevados de glicemia, decorrentes de deficiência na produção de insulina ou de sua ação, levando a complicações de longo prazo. Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabete Melito Tipo 2 do Ministério da Saúde, assinale a afirmativa correta sobre o rastreamento em indivíduos assintomáticos.
- A)É indicado para indivíduos com sobrepeso + familiar de até 2º grau com DM.
Errada: o protocolo usa sobrepeso associado a fatores de risco, mas a história familiar relevante é, em regra, de primeiro grau, não "até 2º grau" como a alternativa afirma.
- B)É indicado para todos os indivíduos a partir dos 45 anos, mesmo sem fatores de risco.
Certa: o rastreamento em assintomáticos é indicado a partir dos 45 anos, mesmo sem fatores de risco, conforme a diretriz do Ministério da Saúde.
- C)Em pacientes com pré-diabete (HbA1c entre 5,7% e 6,5%, TDG ou GJA em exame prévio) os exames devem ser repetidos semestralmente.
Errada: em pré-diabetes o acompanhamento é mais frequente, porém a periodicidade não é semestral como regra geral no protocolo.
- D)É indicado para indivíduos com sobrepeso + Colesterol HDL ≤ 30 mg/dL e/ou triglicerídeos ≥ 200 mg/dL.
Errada: os pontos de corte citados para HDL e triglicerídeos não correspondem aos critérios usuais do rastreamento do DM2 no PCDT.
- E)Se os resultados forem normais, o rastreamento deve ser repetido a cada dois anos.
Errada: se o rastreio é normal, a repetição não é a cada dois anos como regra do protocolo; o intervalo recomendado é maior.
Gabarito: B
O rastreamento do diabetes tipo 2 em pessoas assintomáticas existe para pegar o problema antes de ele fazer bagunça metabólica por anos. Em geral, a lógica do protocolo é simples: rastrear quem tem idade maior e também quem tem sobrepeso/obesidade com fatores de risco associados, como história familiar, dislipidemia e outros sinais de risco cardiometabólico. Aqui está o ponto-chave da questão: o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do DM2 do Ministério da Saúde indica rastreamento em adultos a partir dos 45 anos, mesmo sem fatores de risco adicionais. Por isso, a alternativa B está correta. A banca gosta dessa ideia porque, em saúde pública, a idade já entra como critério prático para ampliar a busca de casos ocultos. Se o exame vier normal, o rastreamento não precisa ser anual para todo mundo. A repetição costuma ser em intervalo maior, e não curto como a alternativa E sugere. Já quem tem pré-diabetes merece vigilância mais próxima, porque a chance de evoluir para DM2 é maior. Em provas, isso aparece muito: a banca mistura critérios de risco, idade e periodicidade para ver se você lê o protocolo com calma e não cai no "atoleiro" das exceções.