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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Um paciente de 56 anos encontra-se internado no CTI devido a dor abdominal de início há 36 horas, com diagnóstico de litíase biliar confirmado na ultrassonografia abdominal da admissão e amilase sérica aumentada 3 vezes o limite normal. Apresenta bilirrubinemia aumentada à custa de direta e a creatinina sérica levemente tocada. Está estável hemodinamicamente e ventila com suporte de O2 em máscara com 40% de FiO2 e saturação de 95%. A abordagem a ser realizada em sequência é

Gabarito: A

O quadro é de pancreatite aguda biliar: dor abdominal, amilase 3 vezes acima do normal e litíase biliar na ultrassonografia. Nessa fase inicial, a prioridade não é “caçar complicação” em exame sofisticado nem sair atirando antibiótico, mas fazer suporte clínico bem feito, com hidratação venosa vigorosa para restaurar a volemia e ajudar a manter a perfusão, inclusive da microcirculação pancreática. Isso reduz risco de hipoperfusão, piora renal e evolução desfavorável. Na pancreatite aguda, as primeiras horas contam muito. O paciente já mostra um sinal de alerta renal discreto com creatinina “tocada”, então reforçar volume é ainda mais importante. Em geral, usa-se cristalóide isotônico, com reavaliação frequente de diurese, hematócrito, ureia e sinais de congestão. Ou seja: tratar cedo, monitorar de perto e ajustar a mão, porque CTI não é lugar de “encher o paciente no automático”. Antibiótico não é rotina na pancreatite aguda não infectada, e imagem para necrose costuma ter papel em casos selecionados, geralmente após alguns dias, quando a necrose e suas complicações ficam mais bem definidas. Nutrição enteral é fundamental quando possível, mas a conduta imediata depende da estabilidade e da evolução clínica. Portanto, diante de pancreatite biliar aguda estável, a próxima medida adequada é hidratação venosa para suporte hemodinâmico e pancreático.

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