As opções a seguir apresentam condições que predispõem a ocorrência de nefrolitíase, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Obesidade.
Certa, porque a obesidade altera o perfil metabólico e urinário, aumentando o risco de nefrolitíase.
- B)Doença de Crohn.
Certa, porque a doença de Crohn pode causar hiperoxalúria intestinal e favorecer cálculos renais.
- C)Acidose tubular renal distal.
Certa, porque a acidose tubular renal distal é fator clássico de litíase por urina alcalina e hipocitratúria.
- D)Hipoparatireoidismo primário.
Errada, porque hipoparatireoidismo primário não é causa clássica de nefrolitíase; quem aumenta o risco é o hiperparatireoidismo.
- E)Diabetes Mellitus tipo 2.
Certa, porque o diabetes mellitus tipo 2 se associa a urina mais ácida e maior propensão à formação de cálculos.
Gabarito: D
Nefrolitíase é a formação de cálculos no trato urinário, e costuma aparecer quando há mais substâncias que cristalizam na urina, menos água para diluir tudo isso, ou alterações metabólicas que favorecem a precipitação. Na prática, a prova gosta de cobrar os fatores clássicos: obesidade, diabetes mellitus tipo 2, doenças intestinais com má absorção e distúrbios tubulares renais entram fácil nessa lista. A doença de Crohn, por exemplo, pode aumentar a absorção de oxalato e favorecer cálculo de oxalato de cálcio. A obesidade e o diabetes tipo 2 também mudam o ambiente urinário, deixando-o mais propício à litíase. Já a acidose tubular renal distal é um clássico de prova, porque alcaliniza a urina e reduz citrato, facilitando principalmente cálculo de fosfato de cálcio. O ponto da questão está na letra D: hipoparatireoidismo primário não é causa típica de nefrolitíase. Pelo contrário, quem costuma aumentar o risco de cálculo é o hiperparatireoidismo, por elevar o cálcio sérico e a calciúria. Então aqui a banca trocou o raciocínio hormonal e colocou uma condição que não predispõe de forma clássica à litíase renal. Resumo para guardar sem drama: quando pensar em pedra no rim, pense em hiperoxalúria, hipercalciúria, baixa ingesta hídrica, urina mais concentrada e alterações metabólicas como diabetes, obesidade, Crohn e acidose tubular distal. Se aparecer paratireoide na questão, desconfie e confirme se não estão falando de hiper, não hipo.