Das cirurgias cardíacas relacionadas a seguir, aquela em que a artéria circunflexa pode ser lesionada durante o procedimento é a de
- A)troca da valva aórtica.
Errada, porque a troca da valva aórtica não tem a artéria circunflexa como vaso em risco clássico durante o procedimento.
- B)reparo da valva tricúspide.
Errada, pois o reparo da valva tricúspide não costuma oferecer risco típico de lesão da artéria circunflexa.
- C)correção de persistência do canal arterial.
Errada, já que a correção do canal arterial envolve outra região anatômica e não a relação íntima entre circunflexa e anel mitral.
- D)correção das doenças da valva mitral (troca ou plastia).
Certa, porque a artéria circunflexa fica muito próxima ao anel da valva mitral e pode ser lesionada em plastias ou trocas mitrais.
- E)correção percutânea de CIA (comunicação interatrial).
Errada, pois a correção percutânea de CIA ocorre no septo interatrial e não tem a artéria circunflexa como risco anatômico típico.
Gabarito: D
A artéria circunflexa passa muito próxima ao anel mitral, principalmente no segmento póstero-lateral do coração. Por isso, em cirurgias da valva mitral, especialmente em plastias e trocas valvares, ela pode ser lesionada por pontos de sutura, tração ou mesmo compressão do anel protético. É aquela associação anatômica clássica que a banca adora cobrar: valva mitral e circunflexa andam de mãos dadas, mas nem sempre em boa convivência. Quando você pensa em cirurgia da mitral, lembre que a face posterior do anel está bem perto do trajeto da circunflexa. Se o cirurgião exagera na sutura ou o anel é muito próximo do vaso, pode haver isquemia miocárdica intra ou pós-operatória. Não é um detalhe raro de anatomia, é um risco bem conhecido da prática cirúrgica cardiovascular. Por isso, o gabarito é a letra D. Na correção das doenças da valva mitral, seja troca ou plastia, há risco de lesão da artéria circunflexa por sua relação anatômica íntima com o anel mitral. Já nas outras opções, essa proximidade não é o ponto clássico de atenção. Em provas, a regra é simples: mitral lembra circunflexa; aórtica lembra coronárias e coronária esquerda em outros contextos, mas não esse detalhe específico. Esse é um conhecimento de anatomia cirúrgica consolidado na literatura de cirurgia cardíaca, mais do que uma discussão legal ou jurisprudencial, pois aqui o que manda é a relação topográfica entre vaso e valva.