Entre as cardiopatias congênitas, a cirurgia de Glenn está mais indicada mais especificamente na
- A)cirurgia da atresia tricúspide.
Certa: a cirurgia de Glenn é classicamente indicada na atresia tricúspide, em geral como etapa paliativa para cardiopatia com fisiologia univentricular.
- B)cirurgia do truncus arteriosus.
Errada: o truncus arteriosus exige correção anatômica precoce, não a derivação cavopulmonar típica da cirurgia de Glenn.
- C)tetralogia de Fallot.
Errada: a tetralogia de Fallot é tratada com correção intracardíaca, e não tem a cirurgia de Glenn como indicação mais específica.
- D)cirurgia do canal átrio-ventricular parcial.
Errada: o canal átrio-ventricular parcial costuma ser corrigido com cirurgia reparadora biventricular, não com Glenn.
- E)cirurgia de correção da CIA (comunicação interatrial).
Errada: CIA é defeito septal geralmente corrigido por fechamento, seja percutâneo ou cirúrgico, sem relação com Glenn.
Gabarito: A
A cirurgia de Glenn é uma etapa clássica da cirurgia paliativa em cardiopatias congênitas com circulação univentricular, especialmente quando o lado direito do coração não consegue conduzir o sangue venoso adequadamente até os pulmões. Na forma mais usada, ela liga a veia cava superior diretamente à artéria pulmonar, desviando o sangue desoxigenado e reduzindo a sobrecarga do ventrículo único. Isso aparece de maneira bem típica na atresia tricúspide, que é uma das cardiopatias em que o ventrículo direito fica inviável para a circulação normal. Como resultado, o sangue precisa de um caminho alternativo para chegar aos pulmões, e o Glenn entra justamente como essa ponte estratégica, quase um "desvio inteligente" da fisiologia. Por isso, o gabarito é a letra A. Em geral, o Glenn faz parte da estratégia em estágios para cardiopatias complexas com ventrículo único, antes de uma possível derivação total do retorno venoso sistêmico aos pulmões. Já nas cardiopatias com correção anatômica biventricular, como CIA ou canal AV parcial, esse tipo de procedimento não é o mais característico. Resumo de prova: Glenn combina com atresia tricúspide e outras situações de ventrículo único, não com defeitos septais simples ou com anomalias cuja correção costuma ser anatômica e biventricular.