O termo Ectropion Uveae se refere à
- A)presença de epitélio pigmentar da íris na superfície anterior da íris.
Correta, porque ectropion uveae é a presença de epitélio pigmentar da íris na superfície anterior da íris.
- B)protrusão da íris através da fístula antiglaucomatosa da trabeculectomia.
Errada, porque isso descreve prolapso de íris por fístula de trabeculectomia, uma complicação cirúrgica, não ectropion uveae.
- C)presença de epitélio pigmentar da íris na superfície posterior da íris.
Errada, porque o epitélio pigmentar normalmente já fica na face posterior da íris, então essa descrição não define ectropion uveae.
- D)presença de pigmentos da íris aderidos ao cristalino, nas uveites anteriores.
Errada, porque pigmento aderido ao cristalino em uveíte anterior sugere sinequias ou precipitados, não ectropion uveae.
- E)seclusão pupilar no glaucoma neovascular.
Errada, porque seclusão pupilar no glaucoma neovascular é outra condição, relacionada a bloqueio pupilar e não à superfície anterior da íris.
Gabarito: A
Ectropion uveae é um termo da oftalmologia que descreve o aparecimento do epitélio pigmentar da íris na sua face anterior. Em vez de ficar “escondida” na parte de trás da íris, a camada pigmentada se projeta para a superfície anterior, dando um aspecto mais escuro e alterado à borda pupilar. É um achado clássico, muitas vezes ligado a alterações congênitas ou a algumas condições de tração da íris. A ideia central aqui é anatomia: a íris tem uma face anterior e uma posterior, e o epitélio pigmentar normalmente está na face posterior. Quando esse pigmento aparece na frente, fala-se em ectropion uveae. Por isso, o enunciado está cobrando um conceito bem específico de descrição morfológica, não uma complicação cirúrgica, nem uma uveíte, nem um problema de pupila. A alternativa A está correta porque traduz exatamente essa definição: presença de epitélio pigmentar da íris na superfície anterior da íris. As demais opções misturam situações diferentes, como fístula de trabeculectomia, aderências em uveíte ou seclusão pupilar, que têm outra lógica clínica. Em prova, vale lembrar: quando a banca fala em ectropion uveae, ela quer que você pense em deslocamento do epitélio pigmentar da íris para a face anterior, e não em um simples “pigmento solto” ou em adesão inflamatória.