À otoscopia do glômus timpânico nota-se lesão em caixa timpânica, de coloração vinhosa, que clareia na pneumootoscopia. O nome desse achado é
- A)mancha de Schwartze.
Errada: a mancha de Schwartze é associada à otosclerose, com hiperemia do promontório, e não ao glomus timpânico.
- B)sinal de Muller.
Errada: o sinal de Muller não corresponde ao achado otoscópico descrito no glomus timpânico.
- C)mancha de Koplik.
Errada: a mancha de Koplik é um achado clássico do sarampo na mucosa oral, não do ouvido.
- D)sinal de Hennebert.
Errada: o sinal de Hennebert é relacionado a fístula labiríntica e vertigem provocada por pressão, não a lesão vinhosa na caixa timpânica.
- E)sinal de Brown.
Certa: o clareamento de uma massa vascular vinhosa na pneumootoscopia é o sinal de Brown, típico do glomus timpânico.
Gabarito: E
O glomus timpânico, também chamado de paraganglioma timpânico, costuma aparecer à otoscopia como uma massa avermelhada ou vinhosa atrás da membrana timpânica. Quando essa lesão clareia na pneumootoscopia, o achado recebe o nome de sinal de Brown. Isso acontece porque a pressão do ar faz a massa vascular esvaziar parcialmente, mudando a sua coloração. É um detalhe clássico de prova: lesão vascular na orelha média que fica mais pálida com a insuflação, pense em Brown. Esse achado é bem útil porque ajuda a diferenciar o glomus timpânico de outras causas de massa retrotimpânica. Como o tumor é muito vascularizado, ele pode pulsar e dar a típica impressão de "massa que pulsa com vida própria". Em livros de otorrino e nos textos de referência, o sinal de Brown é descrito justamente nesse contexto de tumor glômico da orelha média. Portanto, a alternativa correta é a letra E. As demais opções trazem sinais e eponímias de outras doenças, e não desse quadro otoscópico específico. Em concurso, quando aparecer massa vinhosa que clareia com pneumootoscopia, a resposta costuma ser direta: sinal de Brown.