Um marco na direção do acesso universal e gratuito à terapia antirretroviral no Brasil foi a Lei Federal nº 9.313/1996. Essa lei foi construída pela aliança entre a sociedade civil organizada, pesquisadores e gestores comprometidos com o enfrentamento da epidemia de Aids. Essa estratégia contribuiu para modificar o cenário epidemiológico da doença no país, aumentou a expectativa de vida e melhorou a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e Aids (PVHA). Conforme o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos, um critério para a classificação da PVHA como gravemente doente é:
- A)incapacidade para deambular sem auxílio;
Correta, porque a incapacidade para deambular sem auxílio é um critério clínico de gravidade no manejo do HIV em adultos.
- B)frequência cardíaca > 110 bpm;
Errada, porque taquicardia pode ocorrer em muitos quadros infecciosos, mas não é o critério citado pelo protocolo como marcador de gravidade.
- C)frequência respiratória > 25 irpm;
Errada, porque frequência respiratória elevada sugere desconforto respiratório, porém não é o critério específico de classificação pedido.
- D)temperatura > 38,5 °C;
Errada, porque febre é um achado inespecífico e, isoladamente, não define a pessoa vivendo com HIV como gravemente doente.
- E)CD4 < 100 células/mm3 .
Errada, porque CD4 baixo indica imunossupressão, mas o enunciado pede um critério clínico de gravidade, não um dado laboratorial.
Gabarito: A
No acompanhamento da pessoa vivendo com HIV, o protocolo usa critérios clínicos para identificar gravidade e orientar prioridade de manejo. Aqui, a ideia central não é decorar só exame laboratorial ou sinal vital isolado, mas reconhecer um quadro de debilidade importante, com repercussão funcional evidente. No Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos, um dos critérios de gravidade é a incapacidade para deambular sem auxílio. Em outras palavras, se a pessoa não consegue andar sozinha, isso sugere doença avançada e comprometimento clínico importante, o que justifica classificar o caso como gravemente doente. As outras alternativas trazem achados que podem chamar atenção, mas não definem, nesse contexto, o critério solicitado. Frequência cardíaca elevada, taquipneia e febre podem aparecer em várias infecções ou intercorrências. Já o CD4 baixo indica imunossupressão, porém o enunciado pede um critério clínico de gravidade, não um marcador laboratorial isolado. Então, guarde a lógica prática: neste protocolo, o sinal que pesa mesmo é a perda importante de funcionalidade. Se a pessoa não deambula sem ajuda, acende a luz vermelha da gravidade.