O primeiro trimestre da gravidez é a fase em que os exames com radiação devem ser evitados ainda com maior ênfase. Assinale a opção que explica o motivo dessa afirmativa.
- A)Há maior risco de infarto do miocárdio na grávida no primeiro trimestre.
Errada: infarto do miocárdio não é o motivo clássico para evitar radiação no primeiro trimestre da gestação.
- B)Há maior risco de mal formações fetais com a exposição à radiação no primeiro trimestre.
Certa: no primeiro trimestre ocorre a organogênese, fase em que a radiação pode causar malformações fetais.
- C)Há maior chance de reações alérgicas associadas aos radiofármacos no primeiro trimestre.
Errada: reações alérgicas a radiofármacos não explicam a maior restrição à radiação no início da gravidez.
- D)A gravidez não aumenta riscos de complicações do uso da radiação.
Errada: a gravidez aumenta sim a preocupação com efeitos da radiação, sobretudo sobre o embrião/feto.
- E)A radiação, através da hormese, tem efeito desfavorável no sistema imunológico no primeiro trimestre da gravidez.
Errada: a afirmação sobre hormese não corresponde ao risco obstétrico real, que é o potencial efeito teratogênico da radiação.
Gabarito: B
No primeiro trimestre da gestação acontece a organogênese, isto é, a formação dos principais órgãos do embrião. Nesse período, qualquer agressão capaz de interferir na divisão celular ou no desenvolvimento embrionário tende a ter impacto mais importante. Por isso, exames com radiação ionizante devem ser evitados sempre que houver alternativa mais segura, como ultrassonografia ou ressonância, conforme a prática obstétrica e as recomendações de proteção radiológica. A ideia central é simples: quanto mais cedo na gravidez, maior a chance de a radiação causar efeitos teratogênicos, como malformações fetais, restrição de crescimento e, em exposições mais intensas, perda gestacional. Não é um problema de alergia, nem de risco cardíaco materno, e também não existe essa ideia de que a radiação seja benéfica por hormese nessa situação. Em prova, lembre: primeiro trimestre e organogênese combinam com maior vulnerabilidade do concepto. Na prática, a conduta é sempre pesar risco e benefício. Se o exame for realmente necessário, deve ser realizado com a menor dose possível e proteção adequada, mas a regra de ouro é evitar radiação desnecessária na gestante, especialmente no início da gestação. É exatamente por isso que a alternativa B está correta: ela traduz o principal motivo da cautela, que é o maior risco de malformações fetais com a exposição à radiação no primeiro trimestre.