Há várias maneiras de acelerar a captação e a indução da anestesia com os anestésicos inalatórios. A maneira conhecida como sobrepressurização que pode ser considerada analogamente com a anestesia venosa é a(o)
- A)injeção lenta seguida de injeção rápida.
Errada: mistura duas etapas de administração que não caracterizam sobrepressurização nem indução rápida por bolus.
- B)injeção gradual até a perda da consciência.
Errada: a injeção gradual até perda da consciência é lenta e progressiva, mais parecida com titulação do que com sobrepressurização.
- C)infusão gota a gota.
Errada: infusão gota a gota descreve administração contínua e lenta, usada para manutenção ou ajuste fino.
- D)infusão alvo-controlada.
Errada: infusão alvo-controlada é uma técnica de controle de dose, mas não corresponde à ideia de entrega súbita e rápida da indução.
- E)bolus intravenoso.
Certa: o bolus intravenoso é a analogia da sobrepressurização, pois entrega a dose de uma vez e acelera o efeito anestésico.
Gabarito: E
Quando falamos em acelerar a indução com anestésicos inalatórios, a ideia é fazer a concentração alveolar subir mais rápido para o cérebro receber uma dose efetiva antes do paciente “perceber o que está acontecendo”. Uma das estratégias é a sobrepressurização: você administra o gás em fluxo maior do que o necessário para a manutenção, aumentando a pressão parcial e acelerando a captação. É o mesmo raciocínio da anestesia venosa em bolus, quando se entrega uma dose alta de uma vez para atingir rapidamente o efeito desejado. Na prática, o bolus intravenoso é a comparação mais fiel porque promove um aumento rápido da concentração plasmática e, por consequência, da concentração no sítio de ação. Já a infusão lenta ou gradual vai no caminho oposto: elas servem para manter níveis mais estáveis, não para indução acelerada. Então, se a questão falou em sobrepressurização como analogia à anestesia venosa, pense na forma de administração que “joga a dose de uma vez”. Esse é um conceito clássico de farmacologia/anestesiologia: para indução rápida, busca-se aumentar a velocidade de chegada do fármaco ao órgão-alvo. Em outras palavras, aqui o macete não é decorar um nome bonito, é perceber a lógica cinética por trás do método. E a lógica aponta diretamente para o bolus, sem muito drama.