Em 2018, Paul M Brennan, Gordon D Murray e Graham M Teasdale publicaram um artigo com os resultados de uma pesquisa que conduziram visando a melhorar a precisão prognóstica em lesões traumáticas cerebrais. No estudo, acrescentaram aos itens já existentes da escala de coma de Glasgow a avaliação da(o)
- A)sudorese.
Errada: sudorese não faz parte da escala de Glasgow nem da sua versão prognóstica aprimorada.
- B)ritmo cardíaco.
Errada: ritmo cardíaco pode refletir gravidade clínica, mas não foi incorporado à Glasgow no estudo citado.
- C)frequência respiratória.
Errada: frequência respiratória é um parâmetro vital importante, porém não compõe a escala nem o acréscimo descrito no artigo.
- D)resposta motora aos estímulos álgicos.
Errada: resposta motora aos estímulos álgicos já integra a escala de Glasgow original, então não foi algo acrescentado.
- E)reatividade pupilar.
Certa: a reatividade pupilar foi o item adicionado para melhorar a precisão prognóstica em lesão traumática cerebral.
Gabarito: E
A escala de coma de Glasgow é o clássico da neurologia traumática: ela mede abertura ocular, resposta verbal e resposta motora para estimar o nível de consciência. O problema é que, na prática, duas pessoas podem ter o mesmo escore e prognósticos bem diferentes, então os autores buscaram um refinamento. Em 2018, Brennan, Murray e Teasdale propuseram acrescentar a reatividade pupilar, formando uma versão prognóstica mais precisa, conhecida como GCS-P. A lógica é simples e elegante: pupilas sem reação à luz costumam indicar lesão mais grave das vias neurológicas centrais e pior desfecho. Por isso, a avaliação pupilar entra como complemento da Glasgow, ajudando a melhorar a previsão de mortalidade e evolução funcional em lesão cerebral traumática. É exatamente por isso que o gabarito é a letra E. A questão cita o artigo de 2018 e pede o item acrescentado aos componentes já existentes da escala, e a resposta correta é a reatividade pupilar. Na prática de prova, lembre que a Glasgow original não inclui sinais autonômicos como sudorese, frequência cardíaca ou frequência respiratória. O que entrou como reforço prognóstico foi um dado neurológico objetivo e muito valioso: a resposta das pupilas à luz.