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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente MJN, gênero feminino, foi atendida em um hospital com ferimento de objeto pontiagudo. O médico responsável pelo atendimento constatou a necessidade de transfusão de concentrado de hemácias e plasma fresco. Foi realizada a tipagem sanguínea completa da paciente com os seguintes resultados: ABO (A) RH negativo. Nesse caso, para essa transfusão de plasma,

Gabarito: C

Na transfusão de concentrado de hemácias, o foco é ver se as hemácias do doador combinam com o plasma da receptora. Já no plasma fresco, a lógica vira de cabeça para baixo: o que importa são os anticorpos presentes no plasma do doador, que podem reagir contra as hemácias do paciente. Por isso, o sistema ABO continua sendo o grande ponto de atenção, mas o fator Rh praticamente não pesa para plasma, porque você não está infundindo hemácias em quantidade relevante. Em termos práticos, uma paciente do grupo A tem hemácias com antígeno A. Então ela pode receber plasma que não traga anticorpos anti-A, como o plasma AB, que não tem anti-A nem anti-B, e também o plasma A, que tem anti-B apenas. É a compatibilidade clássica da hemoterapia: para plasma, o grupo AB é o mais versátil, e o Rh é irrelevante na escolha do componente. Por isso, o gabarito é a letra C: a paciente pode receber plasma de doador ABO A ou AB, seja Rh positivo ou negativo. O Rh não muda a compatibilidade do plasma, e a prova cruzada não é a regra para esse componente como a questão sugere em outras alternativas. Na prática transfusional, a compatibilidade ABO é o ponto central, conforme a padronização dos serviços de hemoterapia. Resumo de prova: hemácias seguem a lógica do antígeno das células; plasma segue a lógica dos anticorpos do plasma. Se você inverter isso, a banca agradece e a questão escapa.

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