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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Mulher jovem em investigação diagnóstica para o distúrbio do espectro da neuromielite óptica (NMOSD) é encaminhada ao oftalmologista para avaliação clínica. Além da anamnese e do exame clínico, o seguinte exame complementar pode contribuir muito para o diagnóstico diferencial entre neuromielite óptica e as outras neuropatias ópticas:

Gabarito: B

Na investigação de neuropatia óptica, você quer um exame que ajude a mostrar se o problema está mesmo no nervo óptico, e não na retina ou em outra parte do sistema visual. No distúrbio do espectro da neuromielite óptica (NMOSD), a neurite óptica pode ser intensa, recorrente e deixar sequelas importantes, então exames funcionais ajudam bastante no diagnóstico diferencial. O potencial visual evocado (PVE) é um clássico nessa situação. Ele avalia a condução do estímulo visual até o córtex occipital e pode mostrar redução da amplitude e, principalmente, prolongamento da latência, mesmo quando os sintomas ainda são discretos ou quando o exame clínico não fecha o quadro sozinho. Em outras palavras: ele “pega no pulo” a desorganização da via óptica. Isso ajuda a diferenciar NMOSD de outras neuropatias ópticas, porque o PVE evidencia disfunção de condução, enquanto outros exames citados nas alternativas focam retina, campo visual de forma inespecífica ou parâmetros que não são típicos do quadro. Na prática, ele não substitui anamnese, exame oftalmológico e neuroimagem, mas soma bastante no raciocínio. Por isso, a alternativa B está correta: o potencial visual evocado pode revelar alterações funcionais da via óptica antes mesmo de o quadro clínico ficar totalmente evidente, o que é muito útil na neurite óptica associada à NMOSD.

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