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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Um paciente chega ao CTI no pós-operatório imediato de uma esofagectomia com acessos por laparotomia e toracotomia e anastomose intratorácica. Apresenta-se em uso de bupivacaína epidural em infusão contínua além de fentanil venoso. Encontra-se acordado e orientado, reclamando de dor (7 em 10) e dificuldade para tossir. A pressão arterial encontra-se em 90x40mmHg, mantida com um dripping de noradrenalina a 6mL/h (4mg em 50 mL). A melhor opção adjuvante a ser administrada por via intravenosa, entre as apresentadas a seguir, é

Gabarito: A

No pós-operatório de cirurgia grande de tórax e abdome, a dor mal controlada atrapalha a tosse, a expansao pulmonar e aumenta complicações respiratórias. Por isso, o objetivo nao é só “baixar a dor”, mas fazer isso sem derrubar ainda mais a pressao e sem piorar a ventilacao. Quando o paciente já está com opioide venoso e analgesia epidural, mas segue com dor importante e hipotensao, a melhor estratégia adjuvante intravenosa costuma ser a cetamina em baixa dose. Ela tem efeito analgésico por antagonismo do receptor NMDA, ajuda na dor intensa e tem a vantagem de poupar opioide, com pouca depressao respiratoria. Além disso, pode até favorecer um pouco a estabilidade hemodinamica, o que é útil aqui. A lógica é simples: se o paciente está hipotenso, voce evita adjuvantes que piorem a pressao. A cetamina entra bem nesse cenário porque entrega analgesia sem cobrar o “pedagio” de sedação profunda ou broncoespasmo, e ainda ajuda o paciente a tossir melhor por reduzir a dor. Por isso o gabarito é a alternativa A. Em prova, a FGV costuma testar exatamente essa conta: dor pós-operatória intensa + instabilidade hemodinamica = pensar em cetamina como adjuvante intravenoso, e nao em drogas que aumentem hipotensao ou que nao sejam a melhor via naquele momento.

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