A miastenia gravis é uma patologia:
- A)inflamatória, com bloqueio dos receptores de dopamina;
Errada: miastenia gravis não envolve bloqueio de receptores de dopamina, e sim da transmissão colinérgica na junção neuromuscular.
- B)autoimune, com bloqueio dos receptores de serotonina;
Errada: a doença é autoimune, mas não atua em receptores de serotonina.
- C)autoimune, com bloqueio dos receptores de ácido gamaaminobutírico (GABA);
Errada: o GABA está ligado a mecanismos do SNC, não ao alvo clássico da miastenia gravis.
- D)autoimune, com bloqueio dos receptores de acetilcolina;
Certa: a miastenia gravis é autoimune e afeta os receptores de acetilcolina na placa motora.
- E)autoimune, com bloqueio dos receptores noradrenérgicos.
Errada: receptores noradrenérgicos não são o alvo da miastenia gravis.
Gabarito: D
A miastenia gravis é uma doença autoimune da junção neuromuscular. Nela, o sistema imune produz anticorpos que atacam, principalmente, os receptores de acetilcolina na membrana pós-sináptica. Resultado prático: o impulso nervoso até chega, mas a comunicação com o músculo fica falhando, causando fraqueza muscular flutuante e piora aos esforços. O quadro clássico costuma envolver ptose, diplopia, fadiga fácil e fraqueza que melhora com repouso. É uma doença que gosta de “variar o desempenho” ao longo do dia, o que ajuda bastante na prova. Também pode se associar a alterações do timo, como hiperplasia tímica ou timoma. O gabarito é a letra D porque a base da doença é autoimune e o alvo principal são os receptores de acetilcolina. Não é dopamina, serotonina, GABA nem noradrenalina. A lógica aqui é neuromuscular: o problema está na placa motora, não em vias centrais típicas de outras doenças neurológicas. Em termos de prova, pense assim: miastenia gravis = falha na transmissão colinérgica da junção neuromuscular. Isso é doutrina neurológica clássica, não uma criação de banca. Se você lembrar de “anticorpo contra receptor de acetilcolina”, já matou a questão.