Dermatite difusa crônica granulomatosa associada à hiperplasia pseudoepiteliomatosa e presença de estruturas redondas de parede espessa semelhantes a “moedas de cobre” com septação em dois planos permite sugerir o diagnóstico histopatológico de
- A)lacasiose.
Errada: lacaziose não é o diagnóstico clássico associado aos corpos muriformes e ao aspecto de “moedas de cobre”.
- B)paracoccidioidomicose.
Errada: paracoccidioidomicose pode dar granuloma e pseudoepiteliomatose, mas o achado histológico típico é o de leveduras em roda de leme, não as estruturas muriformes.
- C)esporotricose.
Errada: esporotricose costuma formar granuloma e acometer vasos linfáticos, porém não apresenta as células escleróticas em “moeda de cobre”.
- D)leishmaniose.
Errada: leishmaniose mostra amastigotas em macrófagos, e não estruturas espessas septadas em dois planos.
- E)cromomicose.
Certa: cromomicose/cromoblastomicose é a doença clássica com corpos muriformes, parede espessa, septação em dois planos e hiperplasia pseudoepiteliomatosa.
Gabarito: E
A pista principal da questão é histopatológica: dermatite crônica granulomatosa com hiperplasia pseudoepiteliomatosa e estruturas arredondadas de parede espessa, com septação em dois planos. Isso é praticamente a assinatura da cromomicose, também chamada cromoblastomicose, causada por fungos demáceos inoculados por trauma cutâneo. Na lâmina, o achado clássico são os corpos muriformes, também chamados de corpos escleróticos ou células de Medlar. Eles lembram “moedas de cobre” porque têm parede espessa e divisões internas em dois planos, formando aquele aspecto bem característico. Quando essa imagem aparece, a banca quer que você pense em cromoblastomicose sem hesitar. A hiperplasia pseudoepiteliomatosa entra como reação da epiderme ao processo inflamatório crônico, podendo até confundir com carcinoma espinocelular se você olhar rápido demais. Mas o detalhe que salva a questão é a combinação com os corpos muriformes na histologia. Em prova, vale guardar o mapa mental: granuloma crônico + hiperplasia pseudoepiteliomatosa + células “moeda de cobre” = cromomicose. É a dermatologia fazendo charme com nome difícil, mas a pista é bem objetiva.