A neoplasia tireoidiana que apresenta expressão de calcitonina e CEA e é negativa para tireglobulina é o
- A)adenoma folicular.
Errada: adenoma folicular deriva das células foliculares e, em geral, se associa à tireoglobulina, não a calcitonina e CEA.
- B)carcinoma papilífero.
Errada: o carcinoma papilífero é tumor de origem folicular e não tem esse perfil imunohistoquímico de células C.
- C)carcinoma anaplásico.
Errada: o carcinoma anaplásico é muito indiferenciado, mas não é o padrão clássico de calcitonina e CEA com tireoglobulina negativa.
- D)carcinoma medular.
Certa: o carcinoma medular origina-se das células C, costuma expressar calcitonina e CEA e é negativo para tireoglobulina.
- E)carcinoma folicular.
Errada: o carcinoma folicular é tumor de células foliculares, então tende a ser tireoglobulina positivo, não calcitonina positivo.
Gabarito: D
Na tireoide, a dica de prova costuma vir da imunohistoquímica. Quando a neoplasia expressa calcitonina e CEA, e não expressa tireoglobulina, você deve pensar em tumor de células C, isto é, carcinoma medular da tireoide. A calcitonina é o marcador mais clássico, porque vem das células parafoliculares (células C), enquanto a tireoglobulina é produzida pelos folículos tireoidianos, então ela fica negativa nesse tipo de tumor. Isso ajuda a separar o carcinoma medular dos tumores foliculares, como adenoma folicular e carcinoma folicular, que tendem a ser tireoglobulina positivos. O carcinoma papilífero também costuma manter relação com a diferenciação folicular, então a lógica de prova não bate com calcitonina e CEA como marcadores principais. Na prática de concurso, quando aparecer "calcitonina + CEA" junto de "tireoglobulina negativa", a mente deve ir quase automaticamente para carcinoma medular. É uma associação bem cobrada em endocrinologia e patologia, porque mistura anatomia, imunomarcadores e origem celular em uma frase só, do jeitinho que a banca gosta de fazer você respirar fundo antes de marcar. Portanto, o gabarito é a letra D, carcinoma medular.