Paciente, 78 anos, com adenomegalia generalizada e bom estado geral. A biopsia do linfonodo teve como diagnóstico linfoma folicular grau 2. Caracteristicamente, esse linfoma apresenta
- A)t (11;14) com superexpressão de BCL2.
Errada, porque t(11;14) com BCL2 não é a alteração típica do linfoma folicular.
- B)t (14;18) com superexpressão de BCL2.
Certa, pois o linfoma folicular clássicamente apresenta t(14;18) com superexpressão de BCL2.
- C)t (11;14) com superexpressão de ciclina D1.
Errada, porque t(11;14) com superexpressão de ciclina D1 é achado típico do linfoma do manto.
- D)t (8;14) com superexpressão de c-Myc.
Errada, porque t(8;14) com superexpressão de c-MYC é característica do linfoma de Burkitt.
- E)t (2;5) com superexpressão de tirosina quinase.
Errada, porque t(2;5) com tirosina quinase remete ao linfoma anaplásico de grandes células, não ao folicular.
Gabarito: B
O linfoma folicular é um linfoma de células B, geralmente de adultos mais velhos, que costuma aparecer com adenomegalia generalizada e evolução relativamente indolente. Em muitos casos, o paciente chega em bom estado geral, o que combina bem com o enunciado. O detalhe clássico para guardar é a translocação t(14;18), que aproxima o gene BCL2 do promotor da cadeia pesada da imunoglobulina, levando à superexpressão de BCL2. E por que isso importa? Porque o BCL2 é uma proteína antiapoptótica. Ou seja, em vez de a célula defeituosa morrer como deveria, ela ganha um empurrãozinho para sobreviver e se acumular nos linfonodos. Resultado: crescimento clonal de linfócitos B e formação do linfoma folicular. No linfoma folicular grau 2, essa assinatura genética continua sendo a mais lembrada. A questão quer justamente o marcador clássico da doença, e o gabarito B traz exatamente isso: t(14;18) com superexpressão de BCL2. Se você viu t(11;14) ou ciclina D1, pense em outro linfoma. Se viu c-MYC, lembre de Burkitt. A prova adora esse jogo de troca de etiquetas.