Na patogênese da retinopatia diabética, várias teorias tentam explicar o desenvolvimento das alterações encontradas. Dentre elas, pode-se citar o mecanismo da aldose redutase e o aumento da viscosidade sanguínea. Como primeiro sinal fundoscópico, é possível encontrar:
- A)exsudatos algodonosos;
Errada: exsudatos algodonosos indicam isquemia da camada de fibras nervosas e surgem depois do início da lesão vascular.
- B)micro-hemorragias;
Errada: micro-hemorragias podem aparecer na evolução da doença, mas não são o primeiro achado fundoscópico típico.
- C)microaneurismas;
Certa: os microaneurismas são o primeiro sinal fundoscópico clássico da retinopatia diabética.
- D)exsudatos duros;
Errada: exsudatos duros resultam de extravasamento lipídico e aparecem em fases posteriores.
- E)vasculite.
Errada: vasculite não é o achado típico inicial da retinopatia diabética.
Gabarito: C
Na retinopatia diabética, a hiperglicemia crônica vai machucando o endotélio dos pequenos vasos da retina, deixando a circulação caprichosamente desorganizada. Entre os mecanismos clássicos, aparecem a via da aldose redutase, o estresse osmótico e a alteração da viscosidade sanguínea, o que favorece isquemia e microlesões capilares. O primeiro sinal fundoscópico típico é o microaneurisma, uma pequena dilatação da parede capilar. Ele costuma ser o achado inicial da retinopatia diabética não proliferativa e pode surgir antes de hemorragias, exsudatos e áreas isquêmicas mais evidentes. Depois disso, a doença pode evoluir com micro-hemorragias, exsudatos duros, exsudatos algodonosos e, nas fases mais avançadas, neovascularização. Ou seja: primeiro a parede do vaso falha, depois começam a aparecer os sinais de vazamento e isquemia. É a retina avisando cedo, antes de o quadro ficar mais barulhento. Por isso, o gabarito é a letra C. Em prova, sempre que a banca perguntar o primeiro achado fundoscópico da retinopatia diabética, pense logo em microaneurismas, que são o marco inicial clássico.