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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Na patogênese da retinopatia diabética, várias teorias tentam explicar o desenvolvimento das alterações encontradas. Dentre elas, pode-se citar o mecanismo da aldose redutase e o aumento da viscosidade sanguínea. Como primeiro sinal fundoscópico, é possível encontrar:

Gabarito: C

Na retinopatia diabética, a hiperglicemia crônica vai machucando o endotélio dos pequenos vasos da retina, deixando a circulação caprichosamente desorganizada. Entre os mecanismos clássicos, aparecem a via da aldose redutase, o estresse osmótico e a alteração da viscosidade sanguínea, o que favorece isquemia e microlesões capilares. O primeiro sinal fundoscópico típico é o microaneurisma, uma pequena dilatação da parede capilar. Ele costuma ser o achado inicial da retinopatia diabética não proliferativa e pode surgir antes de hemorragias, exsudatos e áreas isquêmicas mais evidentes. Depois disso, a doença pode evoluir com micro-hemorragias, exsudatos duros, exsudatos algodonosos e, nas fases mais avançadas, neovascularização. Ou seja: primeiro a parede do vaso falha, depois começam a aparecer os sinais de vazamento e isquemia. É a retina avisando cedo, antes de o quadro ficar mais barulhento. Por isso, o gabarito é a letra C. Em prova, sempre que a banca perguntar o primeiro achado fundoscópico da retinopatia diabética, pense logo em microaneurismas, que são o marco inicial clássico.

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