Sobre a predição da pré-eclâmpsia, é correto afirmar que
- A)a dosagem de PAPP-A é o melhor método no 1º trimestre.
Errada: a PAPP-A pode compor modelos de rastreio, mas não é considerada o melhor método isolado no 1º trimestre.
- B)a história familiar não é um dos fatores de risco.
Errada: história familiar é, sim, um fator de risco reconhecido para pré-eclâmpsia.
- C)o Doppler das artérias uterinas é muito limitado para isso.
Errada: o Doppler das artérias uterinas é útil na predição, especialmente quando combinado com outros marcadores.
- D)o ideal é que essa avaliação ocorra após 16 semanas.
Errada: a avaliação preditiva deve ser feita precocemente, e não após 16 semanas, para ter valor preventivo.
- E)a dosagem de PlGF tem bom desempenho no 1º trimestre.
Certa: o PlGF é um marcador placentário com bom desempenho na predição da pré-eclâmpsia no 1º trimestre.
Gabarito: E
A predição da pré-eclâmpsia tenta identificar, ainda no começo da gestação, quem tem maior chance de desenvolver a doença. Isso é importante porque permite vigilância mais estreita e, em gestantes de maior risco, medidas preventivas como o AAS em dose baixa quando indicado. Em prova, a banca costuma misturar marcadores laboratoriais, Doppler e fatores clínicos para ver se você escapa da casca de banana. Entre os marcadores bioquímicos, o PlGF (fator de crescimento placentário) tem papel bem interessante no rastreio precoce, sobretudo no 1º trimestre, porque ele reflete a função placentária. Quando seus níveis estão baixos, isso se associa a maior risco de pré-eclâmpsia e de outras complicações relacionadas à placentação deficiente. Ou seja: o raciocínio aqui é de placenta que já começa a dar sinais de problema antes do quadro clínico aparecer. Por isso, a alternativa E está correta: a dosagem de PlGF tem bom desempenho no 1º trimestre como parte da estratégia de predição, especialmente quando combinada com dados clínicos e ultrassonográficos. Na prática, o melhor rastreio não depende de um único teste milagroso, e sim de um conjunto de achados. FGV adora essa ideia de que um marcador isolado não resolve tudo, e o PlGF costuma entrar como peça valiosa do quebra-cabeça. Já a lógica de datas também importa: a avaliação preditiva é mais útil no início da gestação, quando ainda existe janela para prevenção e acompanhamento. Então, se a questão tenta empurrar a discussão para depois de 16 semanas, desconfie. Pré-eclâmpsia é doença de placenta, e placenta gosta de ser olhada cedo.