Primigesta, assintomática, com feto único, realiza ultrassonografia transvaginal com 22 semanas que encontra colo uterino medindo 22 mm de comprimento. Nesse caso, a conduta mais adequada é
- A)iniciar progesterona via vaginal.
Correta: colo uterino menor que 25 mm antes de 24 semanas, em gestação única e assintomática, indica progesterona vaginal para reduzir risco de prematuridade.
- B)cerclagem cervical imediatamente.
Errada: cerclagem não é a conduta de rotina em primigesta sem antecedente obstétrico sugestivo de insuficiência cervical.
- C)iniciar misorpostol via vaginal.
Errada: misoprostol estimula contrações e é usado em aborto/indução, não para colo curto em gestação viável.
- D)iniciar nifedipina via oral.
Errada: nifedipina é tocolítico para trabalho de parto prematuro, não para prevenção em paciente assintomática.
- E)iniciar sulfato de magnésio.
Errada: sulfato de magnésio é usado, sobretudo, para neuroproteção fetal em risco de parto prematuro iminente e outras indicações, não para este achado isolado.
Gabarito: A
Aqui a chave é pensar em colo uterino curto na gestação, achado de rastreio em uma paciente assintomática. Em gestante única, sem antecedente de parto prematuro e com colo menor que 25 mm antes de 24 semanas, a conduta clássica é progesterona vaginal. A ideia é simples: reduzir o risco de parto prematuro, sem precisar sair “apertando o botão do pânico”. No caso, a primigesta está com 22 semanas e colo de 22 mm, ou seja, abaixo do ponto de corte de 25 mm. Isso encaixa direitinho na indicação de progesterona via vaginal. É uma conduta preventiva, não de tratamento de trabalho de parto, porque ela nem está com contrações ou sintomas. Cerclagem não é a primeira escolha aqui. Ela costuma ser reservada para situações específicas, como história obstétrica sugestiva de insuficiência istmocervical, perda gestacional tardia, parto prematuro prévio ou dilatação cervical no exame físico. Em uma primigesta assintomática com colo curto isolado, a escolha padrão não é cerclar de imediato. As outras opções parecem “medicamentos de urgência”, mas não servem para esse cenário. Nifedipina e sulfato de magnésio são usados em contexto de trabalho de parto prematuro, e misoprostol é fármaco abortivo/indutor de contrações, portanto totalmente fora de lugar. Em provas, lembre da regra prática: colo curto assintomático antes de 24 semanas, em gestação única, pede progesterona vaginal.