O Biofeedback por ENMG está bem indicado em pacientes pós-AVE quando existe
- A)alteração do equilíbrio.
Errada, porque alteração do equilíbrio pode exigir reabilitação, mas não é a indicação mais clássica do biofeedback por ENMG.
- B)negligência visual.
Errada, pois negligência visual é um déficit atencional-perceptivo e não uma indicação típica de biofeedback eletromiográfico.
- C)incoordenação orofaríngea.
Errada, porque incoordenação orofaríngea é tratada por estratégias de disfagia e fonoaudiologia, não como indicação principal de biofeedback por ENMG.
- D)função manual alterada.
Certa, pois o biofeedback por ENMG é muito útil na reeducação motora e na melhora da função manual após o AVE.
- E)alteração na sincronia vesical do detrusor.
Errada, porque alteração da sincronia vesical do detrusor não é o cenário clássico de uso do biofeedback por ENMG no pós-AVE.
Gabarito: D
O biofeedback por ENMG usa sinais eletromiográficos para mostrar ao paciente, em tempo real, a atividade do músculo e ajudar no reaprendizado motor. Depois do AVE, ele é útil quando há um componente de controle voluntário ainda preservado, mas mal coordenado, principalmente em tarefas finas e funcionais do membro superior. Pense nele como um “espelho elétrico” do músculo: ele não faz milagre, mas ajuda o cérebro a enxergar o que o corpo está fazendo e a corrigir o movimento. Por isso, o gabarito é a alternativa D. A indicação clássica é a melhora da função manual, especialmente em pacientes com fraqueza, seletividade motora reduzida ou dificuldade de recrutar músculos de forma adequada para preensão, pinça e manipulação. Em reabilitação neurológica, o biofeedback entra como recurso adjuvante para treino orientado à tarefa, favorecendo aprendizado motor e controle fino. As outras opções fogem mais do alvo do método. Alteração do equilíbrio pode até ser trabalhada em reabilitação, mas o biofeedback por ENMG não é a indicação mais típica nesse contexto. Já negligência visual e incoordenação orofaríngea pertencem a domínios diferentes do treino motor com EMG. Alterações da sincronia vesical do detrusor envolvem outro tipo de abordagem, mais ligada à urologia funcional e ao biofeedback de assoalho pélvico, não ao cenário neurológico motor pós-AVE. Em provas, a banca costuma cobrar essa ideia simples: biofeedback por ENMG é ferramenta de reeducação motora, com melhor encaixe quando o problema principal é a função do membro superior e a coordenação da contração muscular. Não costuma ser a primeira associação para sintomas visuais, vestibulares ou esfincterianos.