Paciente de 50 anos com galactorreia e ginecomastia bilateral. Ressonância magnética mostra macroadenoma hipofisário sem extensão lateral significativa. A abordagem cirúrgica mais frequentemente utilizada para ressecção desse tumor, entre as citadas a seguir, é a(o)
- A)craniotomia bifrontal.
Errada: a craniotomia bifrontal não é a via mais comum para adenoma hipofisário sem grande extensão lateral, ficando para casos bem selecionados e tumores mais complexos.
- B)acesso transnasoesfenoidal.
Certa: o acesso transnasoesfenoidal é a abordagem mais frequentemente usada para ressecar adenomas hipofisários localizados na sela, especialmente sem extensão lateral significativa.
- C)acesso pterional alargado.
Errada: o acesso pterional alargado é mais típico de tumores da base do crânio e regiões paraselares, não sendo a via padrão para esse quadro.
- D)acesso pré-temporal.
Errada: o acesso pré-temporal é uma abordagem de base craniana mais ampla e não é a escolha usual para macroadenoma hipofisário restrito à região selar.
- E)acesso transpetroso.
Errada: o acesso transpetroso é reservado para lesões da região petrosa e do ângulo ponto-cerebelar, não para adenoma hipofisário.
Gabarito: B
Esse caso tem cara de adenoma hipofisário, provavelmente um macroadenoma secretor de prolactina, porque galactorreia e ginecomastia apontam para hiperprolactinemia. Quando o tumor está na sela túrcica e não tem grande extensão lateral, a via clássica e mais usada para remoção é a transesfenoidal, que chega à hipófise pelo nariz e seio esfenoidal. É o caminho favorito porque evita uma abertura maior do crânio e costuma dar menos morbidade do que abordagens abertas. Em provas, pense assim: lesão hipofisária localizada, sem extensão complexa, pede acesso por baixo, não por cima. A craniotomia bifrontal fica para situações em que o tumor é muito grande, suprasselar importante ou com anatomia mais desfavorável. Já os acessos pterional, pré-temporal e transpetroso são abordagens de base de crânio usadas para outras topografias, como lesões paraselares, do ápice petroso, da região do seio cavernoso ou da fossa média, e não para o adenoma hipofisário típico. Então, entre as opções, a resposta esperada é a via transnasoesfenoidal, que é o padrão clássico para esses tumores.