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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Paciente de 50 anos com galactorreia e ginecomastia bilateral. Ressonância magnética mostra macroadenoma hipofisário sem extensão lateral significativa. A abordagem cirúrgica mais frequentemente utilizada para ressecção desse tumor, entre as citadas a seguir, é a(o)

Gabarito: B

Esse caso tem cara de adenoma hipofisário, provavelmente um macroadenoma secretor de prolactina, porque galactorreia e ginecomastia apontam para hiperprolactinemia. Quando o tumor está na sela túrcica e não tem grande extensão lateral, a via clássica e mais usada para remoção é a transesfenoidal, que chega à hipófise pelo nariz e seio esfenoidal. É o caminho favorito porque evita uma abertura maior do crânio e costuma dar menos morbidade do que abordagens abertas. Em provas, pense assim: lesão hipofisária localizada, sem extensão complexa, pede acesso por baixo, não por cima. A craniotomia bifrontal fica para situações em que o tumor é muito grande, suprasselar importante ou com anatomia mais desfavorável. Já os acessos pterional, pré-temporal e transpetroso são abordagens de base de crânio usadas para outras topografias, como lesões paraselares, do ápice petroso, da região do seio cavernoso ou da fossa média, e não para o adenoma hipofisário típico. Então, entre as opções, a resposta esperada é a via transnasoesfenoidal, que é o padrão clássico para esses tumores.

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