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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

O protocolo de manejo insulínico adequado para o manejo da cetoacidose diabética é:

Gabarito: B

Na cetoacidose diabética, a prioridade é corrigir a desidratação e a hipoperfusão antes de mexer com a insulina. Por isso, o manejo começa com ressuscitação volêmica com soro fisiológico, e só depois se inicia a insulina em infusão contínua. Isso ajuda a reduzir a glicemia de forma gradual e, principalmente, a bloquear a produção de corpos cetônicos, que é o verdadeiro problema da cetoacidose. A ideia não é dar “picos” de insulina em bolus e sair correndo quando a glicose baixar. O tratamento precisa ser contínuo, com monitorização frequente de glicemia, potássio e equilíbrio ácido-base. Se o potássio estiver baixo, ele deve ser corrigido antes ou junto da insulina, porque a insulina empurra potássio para dentro da célula e pode precipitar arritmias. O gabarito B está correto justamente porque descreve a sequência clássica do protocolo: primeiro volume, depois insulina em infusão contínua. Em linhas gerais, isso é o que as diretrizes clínicas recomendam para DKA em adultos e também na pediatria, com ajustes conforme gravidade e eletrólitos. O foco é tratar a causa metabólica, não só baixar o número da glicemia. Em resumo: cetoacidose não se resolve com pressa mal organizada. Primeiro reidrata, depois insulina contínua, e sempre olhando de perto o potássio e a resposta clínica. O paciente melhora quando você corrige a falta de insulina e a desidratação ao mesmo tempo, com método, não com improviso.

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