No final do mês de março, 8 servidores de um Tribunal do Trabalho foram diagnósticos com diabetes do tipo 2. Seguindo as recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes, assinale a opção que indica o momento recomendado para o início do rastreamento da retinopatia diabética.
- A)No diagnóstico.
Certa: no diabetes tipo 2, o rastreamento da retinopatia diabética deve começar no diagnóstico, pois a lesão pode já existir antes da descoberta do diabetes.
- B)A partir do primeiro ano do diagnóstico.
Errada: esperar um ano atrasa o rastreio, e no DM2 a avaliação oftalmológica deve ser feita já no momento do diagnóstico.
- C)No terceiro ano do diagnóstico.
Errada: três anos é tarde demais para iniciar o rastreamento no diabetes tipo 2, já que a retinopatia pode estar presente desde o começo.
- D)Indicado somente nos indivíduos com antecedente de glaucoma.
Errada: glaucoma não define o início do rastreamento da retinopatia diabética; são condições distintas.
- E)Indicado somente nos indivíduos com antecedente de catarata.
Errada: catarata não é critério para indicar rastreamento de retinopatia diabética, que depende do diagnóstico de diabetes.
Gabarito: A
No diabetes tipo 2, a retinopatia diabética pode já estar presente no momento em que o diagnóstico é feito. Isso acontece porque, muitas vezes, a hiperglicemia fica “silenciosa” por anos antes de alguém receber o rótulo oficial de diabetes. Por isso, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que o rastreamento oftalmológico comece já no diagnóstico do diabetes tipo 2. Na prática, a lógica é simples: diagnosticou DM2, já pense em fundo de olho e acompanhamento com oftalmologia. O objetivo é detectar cedo alterações na retina antes que elas avancem para perda visual. Em medicina de concurso, quando a doença pode existir antes do diagnóstico formal, a prova costuma cobrar justamente o início do rastreio sem demora. A alternativa correta é a letra A porque o rastreamento da retinopatia diabética no diabetes tipo 2 deve ser iniciado no momento do diagnóstico. Em linhas gerais, isso segue o que é ensinado nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e também é compatível com a prática recomendada em diretrizes internacionais, que tratam o DM2 como uma condição em que a lesão microvascular pode já estar instalada quando o paciente descobre a doença.