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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Homem de 35 anos, pesando 65 quilos, acaba de ser definido como caso de hanseníase, com a classificação operacional de multibacilar (MB), grau de incapacidade física estabelecido (escore = 4,0 na escala OMP), na ausência de reações hansênicas. Após a notificação do Sinam, o esquema terapêutico a ser iniciado pelos profissionais de saúde que prestam o atendimento deve ser:

Gabarito: B

Na hanseníase, a classificação operacional manda no esquema: paucibacilar recebe um tratamento, multibacilar recebe outro. Quando o paciente é MB, sem reação hansênica e já notificado no SINAN, o tratamento padrão é a poliquimioterapia com rifampicina, clofazimina e dapsona por 12 meses. A lógica é simples: combater o bacilo de forma combinada para reduzir resistência e encurtar o tratamento. Nada de inventar moda com ofloxacino aqui, porque esse fármaco não entra no esquema básico de primeira linha para o caso descrito. Para o adulto com 65 kg, a dose mensal supervisionada é rifampicina 600 mg + clofazimina 300 mg + dapsona 100 mg, e a dose diária autoadministrada é clofazimina 50 mg + dapsona 100 mg. Esse é o esquema preconizado nos protocolos do Ministério da Saúde para hanseníase multibacilar. Em outras palavras: 3 medicamentos na tomada mensal e manutenção diária com 2 deles, por 12 meses. A alternativa B reproduz exatamente esse esquema. A FGV gosta de testar detalhe operacional, então ela troca a duração, substitui droga ou muda a composição da dose para ver se você escorrega no tapete do protocolo. Aqui, o ponto-chave é lembrar que MB = 12 meses, com rifampicina, clofazimina e dapsona. Se você guardar uma frase, guarde esta: hanseníase MB sem reação, adulto, tratamento padrão com PQT-MB por 12 meses, não 9 nem 24. Isso costuma cair tanto em prova quanto na vida real, porque o tratamento correto impacta cura, prevenção de incapacidades e quebra da cadeia de transmissão.

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