A anomalia de Peters é diagnosticada por intermédio do exame do segmento anterior. O sinal clínico que está obrigatoriamente presente, sendo considerado a marca registrada desta anomalia, é
- A)opacificação central da córnea.
Correta, porque a opacificação central da córnea é o achado clássico e obrigatório da anomalia de Peters.
- B)ceratocone.
Errada, pois ceratocone é ectasia corneana, não a malformação congênita típica de Peters.
- C)microftalmia.
Errada, porque microftalmia é olho de tamanho reduzido e não o sinal definidor da anomalia.
- D)megalocórnea.
Errada, pois megalocórnea é aumento do diâmetro corneano, quadro diferente da opacificação central congênita.
- E)embriotoxon.
Errada, já que embriotoxon posterior é uma linha anormal na periferia da córnea e não a marca registrada de Peters.
Gabarito: A
A anomalia de Peters é uma malformação congênita do segmento anterior do olho, ligada a defeito na segmentação embrionária. Na prática, ela chama atenção por uma combinação de alterações na córnea e na câmara anterior, podendo haver também aderências entre a íris ou o cristalino e a face posterior da córnea. O ponto-chave da questão é que a marca registrada da anomalia de Peters é a opacificação central da córnea. É isso que costuma aparecer como achado clássico no exame do segmento anterior, porque a região central da córnea fica opaca por desenvolvimento anormal da sua camada posterior e da membrana de Descemet, com prejuízo importante da transparência. Então, quando a banca pergunta o sinal clínico obrigatoriamente presente, pense no núcleo do quadro: opacidade corneana central. Sem esse achado, o diagnóstico de Peters perde sua característica mais típica. As outras alternativas tentam confundir com anomalias diferentes do segmento anterior, mas aqui a pista é bem direta. Em oftalmologia de prova, a FGV gosta de trocar uma malformação por outra e ver se você não cai na armadilha do nome bonito.