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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Em relação ao infarto agudo do miocárdio, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: C

No infarto agudo do miocárdio, a primeira grande divisão prática é entre o quadro com elevação do ST e o sem elevação do ST. Isso ajuda a entender que nem todo infarto vem com aquele traçado “clássico” chamando atenção no eletrocardiograma, e que os marcadores de necrose, especialmente a troponina, são muito importantes na confirmação diagnóstica. Em pacientes com dor típica ou equivalente anginoso, mesmo sem elevação do ST, a investigação continua sendo séria, porque pode haver síndrome coronariana aguda por obstrução importante, lesão de múltiplos vasos e risco alto de eventos. A alternativa C está correta porque a incidência de infarto com elevação do ST tem diminuído ao longo do tempo em vários cenários, graças a prevenção cardiovascular, controle de fatores de risco, uso mais amplo de estatinas, antiagregantes e intervenções médicas mais precoces. Além disso, parte dos casos que antes seriam classificados como IAM com supradesnivelamento hoje pode ser reconhecida e tratada mais cedo, reduzindo a progressão para quadros extensos. Já nas síndromes sem elevação de ST, o ECG pode mostrar desde infra de ST até inversão de T ou até mesmo vir sem alterações muito marcantes no início. Por isso, a ausência de supra não exclui infarto, e a troponina continua sendo peça-chave. Na prática, o raciocínio é: dor suspeita + ECG nem sempre “gritante” + biomarcador positivo = síndrome coronariana aguda até prova em contrário. Em resumo: o STEMI vem se tornando menos frequente, enquanto a avaliação do paciente com suspeita de síndrome coronariana precisa combinar clínica, ECG e troponina. A banca gosta de testar justamente essa ideia de que infarto não é sinônimo de supra de ST, e que o cenário moderno da cardiologia mudou o perfil dos casos.

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