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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Um adolescente teve o diagnóstico de doença de Wilson. A manifestação inicial foi com tremor em adejar em membros superiores. O diagnóstico foi facilitado pois havia outros membros da família acometidos. Foi proposto o tratamento, mas a mãe do paciente solicitou que não fossem utilizados quelantes do cobre por medo dos efeitos colaterais. Nesse caso, o mais indicado é:

Gabarito: A

A doença de Wilson é um erro do metabolismo do cobre: o organismo não consegue excretar bem esse metal, que vai se acumulando principalmente no fígado e no sistema nervoso. Em adolescentes, isso pode aparecer com tremor, distonia, alterações comportamentais e até sinais hepáticos. O tratamento clássico costuma usar quelantes, como penicilamina ou trientina, para “puxar” o cobre e eliminar o excesso, mas eles podem ter efeitos adversos importantes. Quando a família recusa quelantes por medo dos efeitos colaterais, uma alternativa útil é o zinco. Ele não remove o cobre que já está acumulado, mas reduz a absorção intestinal do metal, ajudando a controlar a doença. Em outras palavras: se o quelante é o “faxineiro” que tira o cobre, o zinco é o “porteiro” que impede a entrada de mais cobre. Por isso, o gabarito é a letra A. Em provas, o ponto-chave é lembrar que o zinco pode ser usado na doença de Wilson, especialmente em formas assintomáticas, manutenção ou quando há contraindicação/intolerância aos quelantes. Já em quadro neurológico ativo, o tratamento ideal costuma priorizar quelantes, mas a questão destacou exatamente a recusa deles pela mãe, o que direciona para o zinco. Resumo para guardar: doença de Wilson = excesso de cobre; quelantes removem cobre, zinco reduz absorção. Se a banca falar em alternativa sem quelante, pense primeiro em zinco.

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