A abordagem mais apropriada para o manejo farmacológico do HIV em neonatos nascidos de mãe diagnosticada com HIV, apenas no momento do parto, é:
- A)iniciar efavirenz (EFV) imediatamente após o nascimento.
Errada: efavirenz não é a escolha padrão para profilaxia neonatal pós-exposição ao HIV e não é iniciado isoladamente ao nascimento.
- B)administrar zidovudina (AZT) associado a nevirapina em regime oral imediatamente após o nascimento, continuando por seis semanas, dada a exposição ao HIV.
Certa: em recém-nascido exposto ao HIV com diagnóstico materno apenas no parto, indica-se profilaxia antirretroviral imediata, com zidovudina associada a nevirapina por 6 semanas.
- C)iniciar a profilaxia com emtricitabina e tenofovir a partir do segundo dia de vida.
Errada: emtricitabina e tenofovir não são o esquema clássico indicado para profilaxia neonatal nesse cenário.
- D)prescrever apenas monitoramento clínico sem intervenção medicamentosa.
Errada: apenas observar o recém-nascido sem intervenção medicamentosa é insuficiente diante da exposição ao HIV no parto.
- E)iniciar a terapêutica com lamivudina e efavirenz assim que possível, interrompendo a medicação em caso de resultados negativos em análises subsequentes para HIV.
Errada: lamivudina e efavirenz não formam a conduta padrão para profilaxia neonatal, e não se deve conduzir assim até suspender por exames negativos posteriores.
Gabarito: B
Quando a mãe só descobre o HIV no momento do parto, o recém-nascido entra na categoria de exposição relevante e precisa de profilaxia antirretroviral o mais cedo possível. Aqui, a ideia não é “esperar para ver”, porque o relógio conta muito nas primeiras horas de vida. Quanto mais rápido se inicia a medicação, maior a chance de reduzir a transmissão vertical. Nessa situação, o esquema clássico cobrado em prova é a zidovudina (AZT) associada à nevirapina, por via oral, iniciada imediatamente após o nascimento e mantida por 6 semanas. A lógica é combinar fármacos com ação profilática em um cenário de risco aumentado, já que a mãe não teve tempo de receber tratamento adequado durante a gestação. O ponto central é que o manejo do recém-nascido exposto ao HIV depende do risco: exposição conhecida ou diagnosticada tardiamente pede profilaxia antirretroviral precoce, e não observação passiva. Em provas, a banca costuma cobrar esse detalhe como conduta prática de urgência neonatal. Na linha dos protocolos de saúde pública, a prevenção da transmissão vertical prioriza intervenção imediata no binômio mãe-bebê. Por isso, o gabarito é a letra B: ela traz o esquema compatível com a profilaxia pós-exposição no recém-nascido exposto ao HIV, com início imediato e duração adequada.