Paciente feminina de 52 anos apresenta nodulação endurecida palpável na mama D que tem aumentado de tamanho progressivamente nos últimos meses, com descarga papilar sanguinolenta na mesma mama e presença de linfadenopatia axilar. Realizada investigação, foi diagnosticado tumor de 1,8 cm (na sua maior dimensão); metástase em linfonodo axilar homolateral, nível II, móvel; e ausência de metástase à distância. O estadiamento da lesão acima descrita é:
- A)T1cN2M0;
Errada, porque o linfonodo móvel axilar homolateral nível II corresponde a N1, e não N2.
- B)T1cN1M0;
Certa, pois tumor de 1,8 cm é T1c, linfonodo axilar ipsilateral móvel é N1 e não há metástase à distância, então o estadiamento é T1cN1M0.
- C)T1bN1M1;
Errada, porque o tumor não é T1b e, além disso, M1 exigiria metástase à distância, que foi negada no caso.
- D)T1bN2M0;
Errada, porque 1,8 cm não é T1b e o acometimento linfonodal descrito não configura N2.
- E)T1cN2M1.
Errada, porque o tumor não é T1c com M1; há ausência de metástase à distância, então o M é 0.
Gabarito: B
No câncer de mama, o estadiamento TNM junta três peças: tamanho do tumor (T), linfonodos (N) e metástase à distância (M). Aqui, o tumor mede 1,8 cm, então ele entra em T1c, porque T1c corresponde a lesão com mais de 1 cm e até 2 cm. Na parte dos linfonodos, o detalhe que manda é que a metástase é em linfonodo axilar ipsilateral, nível II, e ele é móvel. Isso cai em N1: linfonodos axilares homolaterais móveis, em geral níveis I e II. N2 fica para linfonodos fixos ou matted, ou para situações específicas de cadeia mamária interna sem acometimento axilar. Como não há metástase à distância, o M é 0. Juntando tudo: T1cN1M0. Simples, elegante e bem menos dramático que parece no enunciado. Portanto, o gabarito B está correto porque traduz exatamente o tamanho do tumor, o tipo de linfonodo comprometido e a ausência de doença distante.