Uma mulher vai ao ginecologista devido a uma lesão no grande lábio esquerdo da vulva. Realiza ressecção completa da lesão e o diagnóstico histopatológico é de pólipo fibroepitelial. Nesse momento, a melhor conduta é
- A)hormonioterapia com estrogênio tópico.
Errada: estrogênio tópico não trata pólipo fibroepitelial, que é uma lesão benigna já ressecada e sem indicação hormonal.
- B)quimioterapia.
Errada: quimioterapia é reservada para neoplasias malignas, não para uma lesão benigna de vulva.
- C)seguimento ginecológico de rotina.
Certa: após ressecção completa e histopatológico benigno, a conduta é apenas seguimento ginecológico de rotina.
- D)radioterapia.
Errada: radioterapia não tem papel no manejo de pólipo fibroepitelial, pois não se trata de tumor maligno.
- E)vulvectomia radical.
Errada: vulvectomia radical seria excessiva e desnecessária, já que o diagnóstico é de lesão benigna removida completamente.
Gabarito: C
O pólipo fibroepitelial da vulva é uma lesão benigna, geralmente pequena, pediculada e ressecável, que costuma aparecer no exame ginecológico como um achado localizado no grande lábio ou na região vulvar. Depois da retirada completa e do laudo histopatológico confirmando o diagnóstico, o tratamento já foi feito. A ideia aqui é simples: lesão benigna removida, paciente segue a vida, sem precisar de "tratamento de guerra". Por ser uma lesão não maligna, não há indicação de quimioterapia, radioterapia, vulvectomia radical ou outras medidas agressivas. Essas condutas seriam usadas em cenários de câncer ou em doenças com comportamento invasivo, o que não é o caso de um pólipo fibroepitelial. Em patologia vulvar, o laudo histológico é o que orienta a conduta final, e ele fechou um diagnóstico benigno. Assim, a melhor conduta é seguimento ginecológico de rotina, com retorno habitual e orientação para procurar avaliação se surgir nova lesão, crescimento rápido, dor, sangramento ou alteração do aspecto local. Em resumo: retirou, confirmou que era benigno, acompanhou. Sem drama e sem arsenal oncológico.