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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Um paciente de 49 anos portador de uma DPOC é internado no CTI com agudização da doença devido a uma infecção. Encontra-se dispneico e é tratado inicialmente com nebulização com broncodilatadores, corticoide IV e antibioticoterapia IV. Uma hora depois de iniciado o tratamento, o paciente permanece taquipneico com frequência respiratória de 28 irpm, saturação de oxigênio de 88% e escala de Glasgow de 15. Na gasometria encontramos o seguinte resultado: pH: 7,24, PCO2: 70 mmHg e PO2: 58 mmHg. A melhor conduta na sequência é

Gabarito: B

Na exacerbação de DPOC, o passo decisivo depende de dois pontos: gravidade clínica e gasometria. Aqui o paciente continua taquipneico, com hipoxemia e, principalmente, apresenta acidose respiratória aguda com pH 7,24 e PCO2 70 mmHg. Isso mostra falha ventilatória, ou seja, ele não está conseguindo eliminar CO2 adequadamente, mesmo após o tratamento inicial. Nessa situação, a conduta mais útil costuma ser a ventilação não invasiva, desde que o paciente esteja consciente, colaborativo e sem contraindicações importantes. A ventilação não invasiva ajuda a reduzir o trabalho respiratório, melhora a ventilação alveolar e corrige a hipercapnia, sendo muito usada na exacerbação da DPOC com acidose. É um daqueles casos em que a máscara faz mais do que muita fala bonita: ela realmente muda o desfecho quando bem indicada. O paciente tem Glasgow 15, então está preservado para cooperar, o que favorece ainda mais essa escolha. Repetir broncodilatador e seguir esperando pode ser insuficiente quando já há acidose e retenção de CO2. Aminofilina não é a preferida na prática moderna, por benefício limitado e mais efeitos adversos. Cetamina pode ser usada em contextos específicos de intubação ou sedação, mas não trata a falência ventilatória da exacerbação de DPOC. E apenas ampliar antibiótico não resolve o problema imediato da troca gasosa. Em resumo: DPOC agudizada + pH baixo + hipercapnia + paciente acordado e cooperativo aponta para ventilação não invasiva como melhor sequência terapêutica.

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