Em um paciente com implante metálico, a seguinte forma de calor é contraindicada:
- A)ultrassom.
Errada: o ultrassom não é a contraindicação clássica cobrada aqui para implante metálico, embora exija cautela conforme a área e a profundidade tratada.
- B)terapia por ondas de choque.
Errada: a terapia por ondas de choque não é uma forma de calor e não é a contraindicação típica por implante metálico neste contexto.
- C)infravermelho.
Errada: o infravermelho é um calor superficial e, em geral, não é a modalidade proibida pelo simples fato de haver implante metálico.
- D)banho de parafina.
Errada: o banho de parafina gera calor superficial e não é a principal contraindicação relacionada ao metal implantado.
- E)ondas curtas.
Certa: ondas curtas podem aquecer o implante metálico por indução, aumentando o risco de queimadura e lesão local, por isso são contraindicadas.
Gabarito: E
Em fisioterapia, nem todo “calor” entra na sala sem ser revistado. Quando existe implante metálico, o maior cuidado é com modalidades que geram aquecimento profundo por campos eletromagnéticos, porque o metal pode absorver energia e aquecer demais a região ao redor. Isso aumenta o risco de queimadura e lesão tecidual, então a contraindicação aparece especialmente para esse tipo de recurso. A modalidade clássica proibida nesse cenário é a de ondas curtas. Ela produz calor profundo por radiofrequência e pode induzir correntes no metal, com aquecimento imprevisível. Em outras palavras: o implante vira um “ponto quente” que ninguém pediu para existir. Já outros recursos térmicos, como infravermelho e banho de parafina, atuam de forma mais superficial e não têm o mesmo risco de indução elétrica no implante. O ultrassom também merece cautela em alguns contextos, mas a contraindicação mais cobrada, de forma direta e clássica, é para ondas curtas em presença de material metálico. Esse é um ponto bem tradicional em ortopedia e fisioterapia: modalidades de diatermia por ondas curtas são evitadas em áreas com implante metálico pelo risco de aquecimento do metal e dano local. Então, se a questão perguntar qual calor é contraindicado, pense primeiro na energia eletromagnética que “conversa demais” com o metal.