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Medicina · FGV · 2025

Questão comentada de Medicina

Uma paciente de 42 anos deu entrada no hospital com queixa de dor tipo cólica no quadrante superior direito do abdome há 24 horas, icterícia, febre, náuseas e vômitos, tendo evoluído com alteração do nível de consciência, taquicardia, taquipneia e hipotensão, necessitando de internação em UTI por quadro de sepse. O tratamento antimicrobiano de primeira linha para essa paciente é:

Gabarito: D

A paciente descreve a tríade de Charcot: dor em quadrante superior direito, icterícia e febre, sugerindo colangite aguda. Como ela evoluiu com alteração do nível de consciência, hipotensão e quadro séptico, isso aponta para a pentade de Reynolds, que indica colangite grave e emergência infecciosa. Aqui não basta "cobrir um pouco": precisa antibiótico amplo e rápido, além de suporte hemodinâmico e, depois, desobstrução da via biliar. Na colangite aguda, os germes mais comuns são enterobactérias intestinais, como E. coli e Klebsiella, além de anaeróbios em alguns casos. Por isso, o tratamento empírico inicial deve cobrir gram-negativos e anaeróbios de forma adequada, especialmente quando o paciente está grave e internado em UTI. O gabarito é a letra D porque a piperacilina + tazobactam oferece cobertura ampla para os principais patógenos biliares e é uma escolha clássica para infecção biliar complicada com sepse. Em casos graves, essa cobertura faz mais sentido do que esquemas mais estreitos ou combinações que deixam lacunas importantes. Na prática, o raciocínio é: suspeitou de colangite grave, trate como emergência. Antibiótico primeiro, ressuscitação sempre, e controle da fonte logo em seguida, geralmente com drenagem biliar por via endoscópica.

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